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Antes de encontrar Lula, Trump coleciona sete encontros constrangedores com líderes estrangeiros

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o chefe do Executivo brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, conversaram brevemente na Assembleia Geral da ONU na semana passada. Apesar da promessa de uma reunião bilateral ainda sem data, o histórico recente do governo norte-americano preocupa Palácio do Planalto: desde o retorno de Trump à Casa Branca, em janeiro, o republicano protagonizou ou participou de episódios públicos constrangedores com chefes de Estado e de governo de diversos países.

Rei Abdullah II, da Jordânia

Em fevereiro, na Casa Branca, Trump insistiu para que Abdullah II aceitasse um plano de retirada dos palestinos da Faixa de Gaza e posterior administração norte-americana da área. O monarca, visivelmente desconfortável, ponderou que existia uma proposta egípcia e de nações árabes para a região, mas o presidente dos EUA afirmou que manteria a própria ideia “para garantir paz”.

Narendra Modi, primeiro-ministro da Índia

Poucos dias depois, também em Washington, Trump acusou a Índia de impor tarifas “injustas e muito pesadas” contra produtos norte-americanos. Modi, sentado ao lado do anfitrião, limitou-se a sorrir discretamente enquanto ouvia a crítica.

Keir Starmer, premiê do Reino Unido

No fim de fevereiro, o vice-presidente J. D. Vance questionou Starmer, durante encontro na Casa Branca, sobre medidas britânicas contra redes sociais dos EUA. O britânico respondeu que as ações não afetavam cidadãos americanos e ressaltou o histórico do país em defesa da liberdade de expressão.

Volodymyr Zelensky, presidente da Ucrânia

Em 28 de fevereiro, Trump e Vance interromperam repetidamente Zelensky no Salão Oval, pressionando-o por um acordo para ceder terras raras à indústria norte-americana sem garantias de segurança para Kiev. O ucraniano acabou escoltado para fora; mesmo assim, o acerto foi fechado em abril.

Micheál Martin, primeiro-ministro da Irlanda

Durante as comemorações do Dia de São Patrício, em março, Trump afirmou que líderes anteriores dos EUA haviam sido “estúpidos” ao permitir que empresas farmacêuticas se instalassem na Irlanda graças a incentivos fiscais. Martin rebateu dizendo que a relação comercial entre os dois países é de mão dupla.

Mark Carney, primeiro-ministro do Canadá

Em maio, ao receber Carney, o republicano retomou a ideia de transformar o Canadá no “51.º estado americano”. O premiê respondeu que o país “não está à venda”, mas ouviu de Trump um “nunca diga nunca”.

Cyril Ramaphosa, presidente da África do Sul

Também em maio, Trump exibiu vídeos sobre suposta violência contra brancos no país e citou “genocídio branco”. Ramaphosa defendeu que uma lei recente de desapropriação de terras não tem caráter racial e apresentou integrantes brancos de sua delegação para refutar a acusação.

Com esse histórico, o Palácio do Planalto acompanha com cautela os preparativos para o primeiro encontro formal entre Lula e Trump, ainda sem local, data ou formato definidos.

Com informações de Gazeta do Povo