O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou na noite de sábado (31) que pretende negociar com Cuba após ter anunciado tarifas sobre os países que fornecem petróleo ao governo cubano. A declaração foi feita a bordo do Air Force One, quando o republicano respondeu a perguntas de jornalistas.
Trump minimizou a possibilidade de uma crise humanitária na ilha, apontada pela presidente do México, Claudia Sheinbaum. “Não há motivo para haver crise humanitária. Eles virão até nós e farão um acordo. Cuba voltará a ser livre”, disse.
O mandatário norte-americano destacou que Havana enfrenta “situação muito ruim” porque dependia do dinheiro e do petróleo enviados pela Venezuela — suprimentos que teriam sido interrompidos desde a captura de Nicolás Maduro pelos EUA, em 3 de janeiro.
Segundo Trump, Sheinbaum “foi muito boa” ao sugerir que o México também suspendesse o envio de petróleo à ilha, e afirmou que a líder mexicana concordou com a proposta.
Na quinta-feira anterior (29), o presidente assinou uma ordem executiva que impõe tarifas a qualquer país que mantenha o fornecimento de petróleo a Cuba. O regime cubano classificou a medida como “fascista” e afirmou que ela representa um “estrangulamento energético”. Em resposta, Sheinbaum declarou que buscará alternativas para apoiar a população cubana.
As pressões econômicas de Washington ocorrem em meio a alertas de que Cuba poderá enfrentar apagões recordes, com até 63% do território sem energia elétrica simultaneamente, caso o abastecimento de combustível seja reduzido.
Com informações de Gazeta do Povo