Washington – 05 jan. 2026 – Três dias depois da captura do líder venezuelano Nicolás Maduro, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, indicou que a Colômbia pode ser o próximo alvo de operações militares norte-americanas na América Latina.
No domingo (4), a bordo do Air Force One, Trump afirmou a jornalistas que o país comandado por Gustavo Petro é “dirigido por um homem doente que gosta de produzir cocaína e vendê-la aos Estados Unidos” e acrescentou que o colombiano “não permanecerá no poder por muito tempo”. Questionado sobre uma eventual intervenção, respondeu que a ideia “parece boa”.
Acusações contra Petro
O republicano renovou acusações de que Petro mantém instalações de produção de cocaína que prejudicam os EUA. As críticas se intensificaram no ano passado, quando Washington impôs sanções ao presidente colombiano em outubro, alegando vínculos com o narcotráfico.
Reação de Bogotá
Nesta segunda-feira (5), Petro classificou as declarações como “ameaça ilegítima” e afirmou haver interesses políticos norte-americanos na Colômbia. Nas redes sociais, convocou apoiadores a “tomar o poder em cada município” para defendê-lo de qualquer eventual ação dos Estados Unidos. Também orientou as forças de segurança a reagirem contra “invasores”, não contra a população local.
Em outra publicação, chamou as palavras de Trump de “calúnia” e disse que “não é assim que se ameaça um presidente latino-americano que veio da luta armada e, depois, da luta pela paz do povo da Colômbia”.
Outros possíveis alvos
Além da Colômbia, Trump mencionou México, Cuba e Irã como países que podem enfrentar pressão ou ações militares dos EUA.
- Mexico – Segundo o presidente, o país está “inundado” de drogas e os cartéis são “muito fortes”, motivo pelo qual os Estados Unidos “precisam fazer alguma coisa”.
- Cuba – Trump declarou que Havana “está prestes a cair” após perder o apoio de Caracas, avaliando que, por ora, não seria necessária intervenção militar. No sábado (3), porém, o secretário de Estado, Marco Rubio, sugeriu que a ilha continua no radar de Washington.
- Irã – O presidente norte-americano advertiu que, se Teerã voltar a reprimir manifestantes como “fez no passado”, “será duramente atingido”.
Trump e Rubio deram as primeiras pistas sobre novos alvos em entrevista coletiva no sábado, um dia antes das declarações a bordo do avião presidencial.
A Casa Branca não detalhou prazos ou formatos de possíveis operações. Autoridades militares consultadas pelo governo, segundo fontes próximas, avaliam cenários para cada país citado.
As declarações ocorrem em meio à repercussão internacional da captura de Maduro, realizada por forças norte-americanas na sexta-feira (2). O episódio elevou a tensão diplomática na região e abriu debate sobre a extensão das ações de Washington na América Latina.
Até o momento, não há confirmação oficial de movimentação militar rumo à Colômbia.
Com informações de Gazeta do Povo