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Trump afirma que Brasil “vai muito mal”, destaca “química” com Lula e prevê reunião na próxima semana

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Nações Unidas, 23 set. 2025 – Em discurso de quase uma hora na 80ª Assembleia Geral da ONU, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou que o Brasil “vai muito mal”, mas disse ter sentido “química” com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e sinalizou um encontro entre os dois para a semana seguinte.

Trump falou minutos depois do pronunciamento tradicionalmente reservado ao Brasil. Segundo o republicano, os dois se cruzaram nos corredores da sede da ONU em Nova York.

“Eu estava entrando e o líder do Brasil estava saindo. Nos vimos, nos abraçamos e combinamos de nos encontrar na próxima semana, se houver interesse”, relatou Trump, acrescentando que a conversa durou cerca de 20 segundos. “Ele parece um homem bom; eu só faço negócios com pessoas de quem gosto”, afirmou.

Críticas a violações de liberdade

Apesar do tom cordial, o presidente norte-americano reafirmou críticas ao governo brasileiro por supostas violações de direitos e liberdades. Trump citou “grandes tarifas” impostas pelos EUA em resposta a alegada censura, repressão, uso político de instituições, corrupção judicial e perseguição a críticos.

Na véspera, Washington anunciara sanção à esposa do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, acusado pela administração Trump de ser um dos responsáveis pelos abusos apontados.

Alvo na ONU

Trump utilizou parte do discurso para condenar a ineficácia das Nações Unidas na solução de conflitos. “É triste que eu tenha de fazer essas coisas em vez da ONU”, disse, mencionando mediações dos EUA em disputas envolvendo Israel-Irã, Camboja-Tailândia, Armênia-Azerbaijão, Kosovo-Sérvia, República Democrática do Congo-Ruanda, Paquistão-Índia e Egito-Etiópia.

“Tudo o que consegui das Nações Unidas foi uma escada rolante que parou no meio”, ironizou, acusando a organização de produzir apenas “cartas com palavras fortes e vazias”.

Sanções e segurança internacional

No campo geopolítico, Trump ameaçou novas sanções à Rússia caso países europeus não suspendam integralmente a compra de petróleo e gás de Moscou. O republicano também criticou a política do ex-presidente Joe Biden para a Ucrânia e afirmou que China e Índia são os principais financiadores da invasão russa.

Sobre o Oriente Médio, o presidente exigiu a libertação de reféns israelenses na Faixa de Gaza e pediu apoio de aliados que reconhecem o Estado palestino para pressionar o Hamas.

Trump mencionou ainda operações antidrogas no Caribe para conter o tráfico oriundo da Venezuela, reforçando a política migratória de seu governo, e relembrou o ataque dos EUA a instalações nucleares iranianas: “Hoje, a maioria dos comandantes militares do Irã não está mais conosco; eles estão mortos.”

Ao concluir, o mandatário afirmou que não busca prêmios, mas “salvar vidas”, em referência a frequentes citações ao seu nome para o Prêmio Nobel da Paz.

Com informações de Gazeta do Povo