Davos (Suíça) – O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, divulgou nesta quinta-feira (22) novos detalhes de seu plano de reconstrução para a Faixa de Gaza durante o lançamento do Conselho de Paz, no 56º Fórum Econômico Mundial.
Em apresentação de slides, Trump voltou a enfatizar o “potencial imobiliário” do território palestino. “Sou do ramo imobiliário e tudo se resume à localização. Olhem para esta área à beira-mar, uma ótima propriedade”, declarou.
180 arranha-céus e 100 mil residências
Jared Kushner, genro do presidente e membro da junta executiva do novo Conselho, exibiu o esboço urbanístico. O projeto prevê:
- Construção de 180 arranha-céus ao longo da costa;
- Edificação de 100 mil unidades habitacionais em Rafah, no sul da Faixa;
- Áreas destinadas a turismo, complexos industriais, centros de dados, instalações esportivas, parques, terras agrícolas e bairros residenciais;
- Um centro de transporte e polos tecnológicos e energéticos.
De acordo com Kushner, projeções econômicas apontam aumento da renda familiar e geração de empregos num horizonte de dez anos.
Desmilitarização como condição
A implantação do plano, segundo Kushner, depende da desmilitarização do Hamas. Armas pesadas teriam de ser confiscadas imediatamente, enquanto armamentos pessoais seriam registrados e retirados de circulação até que a segurança fosse assumida por um novo Comitê Nacional para a Administração de Gaza. A entrega do arsenal seria compensada com anistia, reintegração ou salvo-conduto para fora do enclave.
Fases da obra
A reconstrução começaria por Rafah (fase 1A) e avançaria gradualmente para o norte, culminando na capital, Cidade de Gaza, na quarta e última etapa. Não foi apresentado cronograma.
Antecedentes
Em fevereiro do ano passado, Trump já havia divulgado um vídeo gerado por inteligência artificial que mostrava uma “Riviera do Oriente Médio” em Gaza, proposta que recebeu críticas da comunidade internacional por sugerir uma eventual ocupação norte-americana.
Com informações de Gazeta do Povo