O governo dos Estados Unidos avalia aumentar de 10% para 15% – ou mais, a depender do destino – a tarifa recém-implantada sobre produtos importados. A possibilidade foi confirmada pelo representante comercial norte-americano, Jamieson Greer, em entrevista ao programa “Mornings with Maria”, da Fox Business Network, nesta terça-feira (26).
“No momento aplicamos 10%. Esse percentual vai subir para 15% em alguns casos e pode ser ainda maior em outros, alinhado ao que já vimos”, declarou Greer, sem citar quais países serão afetados.
Tarifa de 10% já está em vigor
A Alfândega dos EUA passou a cobrar a tarifa global de 10% na última terça-feira (24), dois dias após a Suprema Corte anular a maior parte da política tarifária do presidente Donald Trump. O Serviço de Alfândega e Proteção de Fronteiras informou que a taxa vale por 150 dias para “todos os países, salvo exceções específicas”.
Decisão judicial e reação de Trump
Na segunda-feira (25), Trump criticou os magistrados que votaram contra sua agenda comercial, mas afirmou que o veredicto acabou lhe dando “mais poder” para agir sobre tarifas.
Países isentos e acordos preservados
Segundo Greer, acordos bilaterais continuam válidos, o que afasta a elevação para nações como Reino Unido, União Europeia, Suíça, Japão, Coreia do Sul e Vietnã. Mesmo assim, autoridades europeias adiaram a ratificação do pacto comercial assinado com Washington até que o cenário jurídico fique claro.
Reações internacionais
Índia, China e o próprio Reino Unido analisam contramedidas, já que alguns entendimentos firmados sob a Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional perderam validade. Em Pequim, o Ministério do Comércio pediu que Washington revogue “tarifas unilaterais” enquanto conduz uma “avaliação abrangente” dos efeitos da decisão da Suprema Corte.
A Casa Branca ainda não definiu data para que a tarifa de 15% entre em vigor.
Com informações de Gazeta do Povo