O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou nesta terça-feira (27) que interromperá a assistência norte-americana ao Iraque caso o ex-primeiro-ministro Nouri al-Maliki reassuma o cargo em Bagdá.
Maliki governou o país entre 2006 e 2014 e, no último fim de semana, foi escolhido como candidato a primeiro-ministro pela aliança de blocos xiitas, maioria no Parlamento iraquiano. A decisão abriu negociações para a formação de um novo gabinete.
Em mensagem publicada na rede Truth Social, Trump afirmou ter recebido relatos de que o Iraque “pode estar cometendo um grande erro” ao considerar o retorno de Maliki. Segundo ele, o mandato anterior do político mergulhou o país “na pobreza e no caos total”. O presidente advertiu que, caso o ex-chefe de governo seja reconduzido, “os Estados Unidos da América não ajudarão mais o Iraque” e o país teria “zero chance de sucesso, prosperidade ou liberdade” sem o respaldo norte-americano.
O período de oito anos sob Maliki foi marcado por acusações de corrupção, avanço do Estado Islâmico sobre extensas áreas do território iraquiano, fortalecimento de milícias xiitas e proximidade com autoridades iranianas.
Trump já fez ameaças semelhantes em 2025, quando condicionou o envio de recursos à Argentina e a Honduras ao resultado de eleições nacionais. Nos dois países, os pleitos terminaram com vitórias de políticos apoiados pelo republicano.
Com informações de Gazeta do Povo