O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que pretende processar o comediante Trevor Noah, apresentador da cerimônia do Grammy realizada na noite desta sexta-feira (2), em Los Angeles. A ameaça foi publicada na plataforma Truth Social depois de Noah dizer, em um monólogo, que “agora que Jeffrey Epstein se foi, Trump precisa de uma nova ilha para dividir com Bill Clinton”, aludindo à Groenlândia.
“Parece que vou mandar meus advogados processar esse pobre, patético, sem talento e burro apresentador por uma fortuna”, escreveu Trump. O republicano declarou que o comentário de Noah lhe atribuiu falsamente visitas à ilha particular de Epstein. “Nunca estive lá. Até esta declaração difamatória, ninguém havia dito isso, nem mesmo a mídia de notícias falsas”, afirmou.
Trump acrescentou que não sabe se Bill Clinton frequentou a propriedade do financista condenado por crimes sexuais, mas pediu que Noah “esclareça os fatos rapidamente”. O presidente ainda criticou a transmissão da premiação na CBS: “É a PIOR. Praticamente impossível de assistir!”
Críticas e protestos na cerimônia
O Grammy foi marcado por manifestações contra as políticas de imigração do governo, lideradas por artistas como Bad Bunny e Billie Eilish. Durante a apresentação, Trump comparou Noah ao apresentador Jimmy Kimmel, chamando ambos de responsáveis por “baixa audiência”.
Referência a Papadopoulos
Na mesma publicação, Trump mencionou o ex-assessor George Papadopoulos, condenado a 14 dias de prisão por mentir ao FBI sobre a interferência russa nas eleições de 2016, sugerindo que Noah “pergunte a ele como tudo terminou”.
Novo lote de documentos sobre Epstein
Horas antes da premiação, o Departamento de Justiça divulgou cerca de 3 milhões de páginas referentes à investigação sobre Jeffrey Epstein. O material cita empresários, celebridades, atletas e políticos, entre eles Trump e Clinton. Vítimas do financista criticaram a decisão de não liberar integralmente os autos, apesar de determinação do Congresso para publicação total até o fim de 2025.
Clinton reconhece ter viajado em diversas ocasiões no avião de Epstein para compromissos da Fundação Clinton, mas nega envolvimento em crimes ou visitas à ilha.
Com informações de Gazeta do Povo