WASHINGTON — O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou na noite de terça-feira (11) à Fox News que se sente “obrigado” a processar a BBC após a emissora britânica exibir um discurso seu com trechos editados. O republicano diz que a montagem tornou uma fala “bonita e tranquila” em algo “radical”.
Segundo Trump, a edição foi ao ar no documentário “Trump: Uma Segunda Chance?”, transmitido em outubro de 2024, poucas semanas antes da eleição presidencial americana. Na produção, a BBC juntou frases ditas em momentos diferentes e deu a entender que o então candidato incentivou explicitamente a invasão do Capitólio em 6 de janeiro de 2021.
Um memorando obtido pelo jornal britânico Telegraph e divulgado nesta semana reacendeu o caso, mostrando que a emissora removeu a parte em que Trump pedia que apoiadores “aplaudissem nossos bravos senadores e congressistas” para enfatizar apenas o trecho “lutaremos com todas as nossas forças”.
Demissões na cúpula da BBC
O escândalo levou à renúncia, no domingo, do diretor-geral da BBC, Tim Davie, e da diretora de jornalismo, Deborah Turness. Na segunda-feira (9), o presidente do conselho, Samir Shah, divulgou um pedido público de desculpas e classificou o episódio como “erro de julgamento”.
Exigências e prazo
No mesmo dia, advogados de Trump enviaram uma carta à emissora exigindo três medidas até a tarde de sexta-feira (14):
• retratação “imediata, completa e justa” do documentário;
• transmissão de um pedido público de desculpas;
• pagamento de indenização por danos morais e materiais.
O texto estipula que, caso as condições não sejam atendidas, o ex-presidente irá à Justiça pedir ao menos US$ 1 bilhão em reparações. “Acho que tenho a obrigação de fazer isso porque não se pode permitir que as pessoas façam isso”, declarou Trump durante a entrevista.
Até o momento, a BBC não se pronunciou sobre as novas ameaças de ação judicial.
Com informações de Gazeta do Povo