Washington, 4 out. 2025 – O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou neste sábado (4) que o Hamas precisa agir “rapidamente” para evitar que o acordo firmado entre o grupo palestino e Israel seja revogado.
Em mensagem publicada na rede Truth Social, Trump agradeceu a Israel pela suspensão temporária dos bombardeios sobre a Faixa de Gaza e disse que a pausa serve para possibilitar a libertação de reféns e a implementação de um cessar-fogo. “O Hamas deve agir rápido; caso contrário, tudo estará perdido. Não tolerarei atrasos, como muitos acreditam que ocorrerão”, escreveu.
O republicano acrescentou que não aceitará “nenhum resultado em que Gaza volte a representar uma ameaça” para a estabilidade regional. “Vamos fazer isso, RÁPIDO! Todos serão tratados de forma justa!”, completou.
Plano de 20 pontos
As declarações de Trump referem-se ao plano de 20 pontos apresentado por ele na segunda-feira (29) na Casa Branca e já aceito pelo primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu. A proposta prevê:
- fim imediato da guerra;
- libertação de reféns mantidos pelo Hamas;
- formação de um governo de transição em Gaza, supervisionado por Trump e pelo ex-premiê britânico Tony Blair;
- desmilitarização da Faixa de Gaza;
- possibilidade futura de negociar um Estado palestino – ponto rejeitado publicamente por Netanyahu.
Resposta do Hamas
Na sexta-feira (3), o Hamas divulgou no Telegram que aceita negociar a proposta norte-americana. O grupo declarou estar “pronto para entrar imediatamente em negociações, por meio dos mediadores, a fim de discutir os detalhes do acordo”.
Segundo o comunicado, a libertação dos reféns ocorreria conforme a “fórmula de troca” prevista no plano, desde que “as condições de campo necessárias” sejam garantidas. O Hamas também sinalizou concordar em transferir a administração da Faixa de Gaza a um órgão palestino independente, composto por tecnocratas e respaldado por consenso nacional, além de apoio árabe e islâmico. O grupo, porém, não mencionou se acatará a exigência de desarmamento.
Expectativa israelense
Neste sábado, o premiê Benjamin Netanyahu disse que Israel está perto de “uma grande conquista” e demonstrou confiança de que, durante o feriado judaico de Sucot (7 a 14 de outubro), poderá anunciar a libertação de todos os reféns, “vivos ou mortos”.
Ainda não há data definida para a retomada das negociações, mas a Casa Branca reforçou que o cronograma proposto por Washington é imediato e depende da rápida adesão do Hamas às demais cláusulas.
Com informações de Gazeta do Povo