Washington, 9 de abril de 2026 — O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reclamou publicamente nesta quinta-feira (9) das restrições mantidas pelo Irã à navegação no Estreito de Ormuz, rota estratégica para o transporte de petróleo no Golfo Pérsico.
Em mensagem publicada na rede Truth Social, Trump afirmou que o comportamento iraniano “não é o acordo que temos” e fere os termos do cessar-fogo temporário mediado pelo Paquistão, que entrou em vigor na última terça-feira (7) com o objetivo de garantir a livre passagem de navios petroleiros.
“O Irã está fazendo um trabalho muito ruim, desonroso, diriam alguns, ao permitir que o petróleo passe pelo Estreito de Ormuz. Esse não é o acordo que temos”, escreveu o presidente. Horas antes, ele já havia alertado Teerã sobre a possibilidade de cobrança de taxas de passagem: “É melhor que não façam isso e, se fizerem, é melhor que parem imediatamente!”.
A emissora CBS News informou que autoridades iranianas estariam usando a ilha de Larak, próxima à costa do país, como ponto de cobrança de tarifas para navios que queiram cruzar o estreito.
Tráfego reduzido
Levantamento da empresa de monitoramento marítimo MarineTraffic mostra que apenas 22 embarcações atravessaram o Estreito de Ormuz desde a terça-feira do anúncio da trégua. Nesta quinta-feira, apenas seis navios completaram a travessia — dois petroleiros, três cargueiros e um navio de abastecimento.
Na quarta-feira (8), cinco embarcações passaram pelo estreito, nenhuma delas transportando petróleo. Já no primeiro dia da trégua, foram registradas 11 passagens, nove de navios que carregavam petróleo, produtos químicos ou gás.
Negociações à vista
O alerta de Trump ocorre a poucos dias do início das negociações formais entre Estados Unidos e Irã, marcadas para este fim de semana no Paquistão. Segundo a Casa Branca, a delegação norte-americana será chefiada pelo vice-presidente J.D. Vance.
O Estreito de Ormuz é responsável pela circulação de cerca de um quinto do petróleo comercializado no mundo, o que faz da região um ponto de atenção constante para a segurança energética global.
Com informações de Gazeta do Povo