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Trump diz que pacto com Rússia e Ucrânia está quase fechado e envia emissários a Moscou e Kiev

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Washington, 25 nov. 2025 – O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta terça-feira (25) na rede Truth Social que as tratativas para encerrar a guerra entre Rússia e Ucrânia avançaram “significativamente” e que um acordo de paz “está muito próximo”.

Segundo Trump, o plano original de 28 pontos apresentado pela Casa Branca na semana passada foi ajustado após sugestões de Moscou e Kiev, restando “apenas poucos pontos de discordância”. O documento prevê concessões territoriais da Ucrânia, restrições ao tamanho de seu Exército e um novo entendimento de segurança envolvendo Rússia, Europa e Otan.

Envio de representantes

Para acelerar as conversas, o presidente determinou que o enviado especial Steve Witkoff viaje a Moscou para se reunir com o líder russo Vladimir Putin. Paralelamente, o secretário do Exército, Dan Driscoll, conduzirá encontros com autoridades ucranianas. Trump informou que acompanhará os resultados por meio de sua equipe de segurança nacional, formada pelo vice-presidente JD Vance, o secretário de Estado Marco Rubio, o secretário de Guerra Pete Hegseth e a chefe de gabinete Susie Wiles.

Pontos centrais do plano

O esboço norte-americano estabelece que Kiev:

  • Desista formalmente de ingressar na Otan;
  • Reconheça Crimeia, Luhansk e Donetsk como territórios russos;
  • Concorde com a criação de uma zona desmilitarizada em parte do Donbass;
  • Reduza suas forças militares para 600 mil soldados.

Em contrapartida, Moscou abriria mão de reivindicar áreas fora das cinco regiões hoje ocupadas.

Proposta europeia alternativa

Países europeus apresentaram nesta semana um texto enxuto, com 19 tópicos, que elimina menções à Otan e à União Europeia. A versão europeia autoriza a Ucrânia a manter um contingente de até 800 mil militares e descarta a reintegração imediata da Rússia ao comércio global.

Possível encontro com líderes

Trump declarou que só pretende se reunir pessoalmente com o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, e com Putin quando o entendimento estiver concluído ou em fase final. “Essa guerra nunca teria começado se eu estivesse no cargo”, escreveu, reforçando o apelo para que a paz seja selada “o mais rápido possível”.

Com informações de Gazeta do Povo