Um júri federal em Nova York condenou o paquistanês Asif Merchant, de 47 anos, por planejar o assassinato do então presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e de outras figuras políticas norte-americanas, entre elas o ex-presidente Joe Biden e a ex-governadora da Carolina do Sul Nikki Haley.
O veredicto, anunciado na sexta-feira (7.mar.2026), alcançou Merchant por “assassinato por encomenda” e “tentativa de cometer ato de terrorismo que transcende fronteiras nacionais”. A pena será definida em audiência posterior.
Recrutamento nos EUA
Segundo a acusação, Merchant tentou angariar cúmplices dentro do território norte-americano para atacar Trump em 2020, primeiro mandato do republicano. A motivação seria represália pela morte do general iraniano Qassem Soleimani, alvo de um bombardeio dos EUA naquele mesmo ano.
Alvos em 2024
Documentos do processo apontam que, em 2024, o réu também elaborou atentados contra Biden — então presidente — e Nikki Haley, adversária de Trump nas prévias republicanas.
Vínculo com a Guarda Revolucionária
No tribunal, Merchant admitiu ter participado do complô em cooperação com a Guarda Revolucionária Islâmica do Irã, mas alegou ter agido sob coerção para proteger familiares que vivem em Teerã. Mesmo após a morte do líder supremo Ali Khamenei, a Guarda permanece influente na estrutura de poder iraniana, combinando força militar, recursos econômicos e rede de inteligência.
Negações de Teerã
O governo iraniano negou qualquer envolvimento na tentativa de assassinato de autoridades norte-americanas.
O julgamento começou na semana passada e foi concluído poucos dias antes de um ataque dos EUA ao Irã, contexto que aumentou a tensão no tribunal.
Com informações de Gazeta do Povo