O ativista britânico de direita Tommy Robinson, impulsionado pelo respaldo público do bilionário Elon Musk, comandou em setembro, em Londres, um dos maiores protestos recentes do Reino Unido. A manifestação reuniu milhares de pessoas para criticar o que qualificam como imigração descontrolada e a violência atribuída a imigrantes.
Como começou o ativismo
Robinson ganhou notoriedade em 2009, em Luton, sua cidade natal, após grupos islâmicos radicais protestarem contra soldados britânicos que retornavam do Afeganistão. Na ocasião, ele fundou a English Defence League (EDL), organização criada para defender valores nacionais e cristãos e combater o extremismo islâmico. Em 2013, deixou a EDL alegando que elementos violentos haviam se infiltrado no movimento.
Pautas principais
Além de criticar a política migratória, Robinson se destacou ao denunciar os chamados “grooming gangs” — redes de exploração sexual infantil que atuaram durante décadas no país, formadas majoritariamente por homens de origem paquistanesa. Segundo o ativista, autoridades teriam ignorado os crimes por medo de serem acusadas de racismo.
Disputas judiciais
O ativista já foi condenado por desacato, fraude e agressão. Ele afirma ser vítima de “lawfare”, termo usado para descrever o uso de processos judiciais como forma de perseguição política. Robinson compara sua situação à do ex-presidente dos Estados Unidos Donald Trump.
Apoio de Elon Musk
A relação entre Robinson e Musk se fortaleceu em 2022, quando o empresário comprou o Twitter (atual X) e restabeleceu a conta do ativista, banida em 2018. Desde então, Musk interage com suas publicações e o descreve como um “símbolo da resistência à censura”. Reportagens apontam que o bilionário ajudou a financiar despesas legais de Robinson, incluindo um caso em que a Justiça reconheceu motivação política em sua prisão.
Apoio internacional
Fora do Reino Unido, Robinson mantém base de simpatizantes entre grupos conservadores nos Estados Unidos e em países europeus. Neste ano, visitou Israel a convite do ministro para Assuntos da Diáspora, Amichai Chikli, que o definiu como “um líder corajoso na linha de frente contra o islamismo radical”.
Com informações de Gazeta do Povo