O governo do Irã indicou disposição para aceitar o cessar-fogo de duas semanas apresentado nesta terça-feira (7) pelo primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, segundo informou o portal árabe Al-Araby Al-Jadeed. A proposta surge horas antes do término do ultimato emitido pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que exige a reabertura total do Estreito de Ormuz até as 21h (horário de Brasília) sob pena de uma ofensiva contra a infraestrutura energética iraniana.
Fontes iranianas ouvidas pelo veículo afirmam que Teerã vê a iniciativa como uma “oportunidade diplomática” e pretende aceitá-la em respeito ao mediador paquistanês e a países aliados. O plano prevê dois pontos principais: suspensão completa das hostilidades por 14 dias e reabertura do Estreito de Ormuz durante esse período como gesto de boa-vontade iraniano.
De acordo com relatos divulgados pela CNN, autoridades paquistanesas estão conduzindo negociações diretas entre Washington e Teerã e esperam avanços antes de expirar o prazo fixado por Trump. Já a agência Reuters informou que um alto funcionário iraniano confirmou a avaliação “positiva” da proposta, enquanto a Casa Branca foi notificada e deve formalizar resposta em breve.
O presidente norte-americano havia advertido que, caso o Irã não cumprisse suas exigências, ordenaria ataques que poderiam atingir “toda a infraestrutura estratégica” do país, elevando a tensão no Oriente Médio ao máximo desde o início do conflito.
A janela de 14 dias sugerida pelo Paquistão busca conter a escalada e criar espaço para um acordo mais amplo entre os dois países, segundo interlocutores próximos às tratativas.
Com informações de Gazeta do Povo