A decisão da Suprema Corte dos Estados Unidos que, por 6 votos a 3, declarou ilegais as tarifas impostas pelo presidente Donald Trump provocou respostas comedidas de aliados e grandes parceiros comerciais nesta sexta-feira, 20 de fevereiro de 2026.
União Europeia pede esclarecimentos
Em Bruxelas, o porta-voz adjunto da Comissão Europeia, Olof Gill, informou que o bloco mantém “contato próximo” com Washington para entender os próximos passos. O acordo fechado em julho de 2025 entre a presidente da Comissão, Ursula von der Leyen, e Trump fixava tarifa média de 15% sobre exportações europeias, eliminava taxação sobre produtos industriais dos EUA e previa compras europeias de US$ 750 bilhões em energia norte-americana até 2028, além de investimentos de US$ 600 bilhões em setores estratégicos nos Estados Unidos.
Canadá comemora decisão
País do G7 mais atingido pelas medidas, o Canadá considerou o veredicto uma vitória. O ministro responsável pelas relações comerciais com os EUA, Dominic LeBlanc, disse em suas redes sociais que o resultado “reforça a posição do Canadá de que as tarifas americanas são injustificadas”.
Reino Unido aguarda detalhes
Em Londres, um porta-voz do governo britânico afirmou que o país continuará dialogando com a Casa Branca para avaliar o impacto da sentença. “O Reino Unido possui algumas das menores tarifas recíprocas do mundo e espera preservar sua posição comercial privilegiada com os EUA”, declarou.
Empresários veem processo complexo
A Câmara de Comércio Internacional avaliou que muitas companhias receberão bem a anulação, mas alertou para a complexidade dos procedimentos de importação norte-americanos. A entidade apontou a necessidade de orientações claras da Corte de Comércio Internacional e de outras autoridades dos EUA para reduzir custos e evitar litígios.
Ainda não há indicação de quando o governo dos Estados Unidos adotará medidas concretas para adequar a política comercial ao veredicto da Suprema Corte.
Com informações de Gazeta do Povo