Brasília, 26 nov. 2025 (quarta-feira) – O Departamento Federal de Assuntos Estrangeiros (EDA) da Suíça emitiu um alerta de “risco extremo” e recomendou que cidadãos suíços evitem qualquer viagem não essencial à Venezuela.
No comunicado, o governo suíço cita o agravamento da crise interna venezuelana e o aumento da pressão militar e diplomática dos Estados Unidos sobre o regime de Nicolás Maduro. A nota oficial adverte que voos podem ser suspensos sem aviso prévio e que a assistência consular pode ficar seriamente limitada.
Segundo o EDA, a situação no país sul-americano é “muito tensa e sujeita a deterioração repentina”, com possibilidade de bloqueios de estradas, interrupções de telefonia e internet, intensificação de controles policiais, violência política e decretos emergenciais que autorizem o fechamento de fronteiras e do espaço aéreo.
O documento também ressalta o alto índice de criminalidade e a falta de garantias jurídicas para estrangeiros. Entre os riscos apontados estão detenções arbitrárias, interrogatórios sem proteção legal e obstáculos ao acesso à representação diplomática. O órgão alerta que a embaixada suíça na Venezuela pode ter capacidade reduzida para socorrer cidadãos em caso de crise prolongada.
O aviso da Suíça ocorre no mesmo período em que Alemanha, Reino Unido e Coreia do Sul também reforçaram as restrições de viagem ao país, todos mencionando perigo de colapso de serviços, escalada da violência e instabilidade política.
A atualização coincide com a intensificação de operações militares dos Estados Unidos no Caribe. Washington ampliou a presença naval para interceptar embarcações ligadas ao narcotráfico e ao chamado Cartel de los Soles, grupo que o governo norte-americano classifica como organização terrorista e associa a altos funcionários do chavismo, inclusive Maduro – acusações rejeitadas por Caracas.
Com informações de Gazeta do Povo