Home / Internacional / Seis nações, entre elas o Brasil, condenam ofensiva dos EUA que depôs Maduro

Seis nações, entre elas o Brasil, condenam ofensiva dos EUA que depôs Maduro

ocrente 1767574162
Spread the love

Brasília, 4 jan. 2026 – Brasil, México, Chile, Colômbia, Uruguai e Espanha divulgaram neste domingo (4) uma nota conjunta em que “expressam profunda preocupação e rechaço” ao ataque militar dos Estados Unidos em território venezuelano que resultou na captura e remoção do presidente Nicolás Maduro.

No documento, os seis governos afirmam que a ação, realizada sem autorização internacional, “contraria princípios fundamentais do direito internacional”, como a proibição do uso da força e o respeito à soberania e à integridade territorial previstos na Carta das Nações Unidas. Segundo o texto, a investida norte-americana cria “um precedente extremamente perigoso” para a paz regional e coloca a população civil em risco.

Os países também demonstram inquietação “diante de qualquer tentativa de controle governamental, de administração ou apropriação externa de recursos naturais ou estratégicos”, classificando tal prática como incompatível com o direito internacional e uma ameaça à estabilidade política e econômica da América Latina.

Maduro foi detido no sábado (3) por agentes da Agência Antidrogas dos EUA (DEA) e transportado algemado em um Boeing 757 militar até Nova York, onde desembarcou sob forte esquema de segurança.

Após a operação, o presidente norte-americano, Donald Trump, anunciou que empresas dos Estados Unidos passarão a explorar o petróleo venezuelano e que a vice-presidente Delcy Rodríguez assumirá interinamente o comando do país.

Na nota, os seis governos reforçam que a crise venezuelana deve ser resolvida “exclusivamente por meios pacíficos”, por meio de diálogo e negociação conduzidos pelos próprios venezuelanos, “sem ingerências externas”. O comunicado também recomenda que as Nações Unidas e outros organismos multilaterais atuem para “desescalar as tensões” e preservar a paz na região.

O presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva declarou, no mesmo sábado, que os Estados Unidos “ultrapassam uma linha inaceitável” e qualificou a operação como “afronta gravíssima à soberania da Venezuela”.

Com informações de Gazeta do Povo