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Direita domina 2º turno na Bolívia; Paz e Quiroga disputam Presidência com agenda liberal

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Neste domingo, 19 de outubro de 2025, os bolivianos voltam às urnas para escolher o próximo presidente entre dois candidatos de direita: Rodrigo Paz, do Partido Democrata Cristão (PDC), e Jorge “Tuto” Quiroga, da coalizão Livre. O Movimento ao Socialismo (MAS), força dominante no país desde 2006, ficou de fora após o primeiro turno realizado em 17 de agosto.

Rodrigo Paz liderou a votação inicial. Ex-vereador e ex-prefeito no departamento de Tarija, ele também foi deputado federal e, desde 2020, ocupa uma cadeira no Senado. Seu programa, batizado de “capitalismo para todos”, propõe formalizar pequenos negócios e recuperar a confiança na economia para que a população “tire os dólares debaixo do colchão”, numa referência às medidas adotadas pelo presidente argentino Javier Milei.

Jorge Quiroga, que presidiu a Bolívia entre 2001 e 2002 após a renúncia de Hugo Banzer, elogia a disciplina fiscal implementada por Milei na Argentina e defende cortes de gastos, eliminação de subsídios e reformas voltadas ao mercado. “Uma Argentina estável, sólida e com inflação baixa nos ajuda muito”, disse ao jornal argentino Clarín, lembrando o impacto da crise de 2001 em seu breve mandato.

Cenário de crise

O país enfrenta uma de suas piores crises econômicas: inflação anual acima de 23%, escassez de combustíveis e falta de dólares. A gravidade da situação é tanta que, segundo Sonia Yujra, presidente do tribunal eleitoral de La Paz, a falta de combustível chegou a atrapalhar a distribuição de urnas poucos dias antes da votação.

Para o analista político Carlos Cordero, ouvido pela agência Associated Press, o vencedor terá o duplo desafio de conter o colapso econômico e superar o “viés autoritário” atribuído aos quase 20 anos de gestão do MAS. “Será preciso redirecionar o Estado com novas políticas e ampla democracia”, afirmou.

Com a esquerda fora da disputa, o segundo turno deverá definir não apenas o próximo governante, mas também o rumo das reformas econômicas prometidas pelos dois candidatos.

Com informações de Gazeta do Povo