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Rússia interrompe venda externa de nitrato de amônio e pressiona custo do agronegócio brasileiro

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Moscou – O Ministério da Agricultura da Rússia suspendeu nesta terça-feira (24/03/2026) todas as licenças para a exportação de nitrato de amônio, fertilizante essencial para a produção agrícola brasileira. A proibição tem duração inicial de um mês, até 21 de abril.

Segundo a pasta russa, a medida busca assegurar estoque interno suficiente durante a temporada de plantio da primavera. O país responde por cerca de 40% do comércio global do insumo.

Impacto no Brasil

Com a interrupção, o Brasil, grande comprador do produto, pode enfrentar aumento de preços e eventual racionamento na próxima safra. O nitrato de amônio é amplamente utilizado em culturas como soja, milho e café.

Detalhes da suspensão

Todas as licenças de exportação já concedidas foram revogadas. Novos pedidos estão vetados até o fim do prazo, exceto em contratos governamentais específicos que não tiveram os países divulgados.

Além do mercado brasileiro, a Rússia fornece regularmente o fertilizante para Índia, Peru, Mongólia, Marrocos e Moçambique.

A guerra no Oriente Médio foi citada por Moscou como fator adicional para a decisão, ao elevar a demanda internacional por fertilizantes nitrogenados e pressionar a oferta russa.

Com informações de Gazeta do Povo