A tripulação da missão Artemis II começa nesta sexta-feira (10) a complexa sequência de operações que deve levá-la de volta à Terra, após se tornar o primeiro grupo em mais de 50 anos a atingir a órbita lunar. Às 21h (horário de Brasília), a cápsula Orion deve amerissar no oceano Pacífico, perto da costa de San Diego, Califórnia, em procedimento acompanhado ao vivo pela Nasa.
Estão a bordo o comandante Reid Wiseman, a especialista de missão Christina Koch, o piloto Victor Glover e o canadense Jeremy Hansen, também especialista de missão. Durante a reentrada, eles suportarão peso corporal até quatro vezes maior que o normal, enquanto a cápsula desce a cerca de 40 mil km/h — velocidade 45 vezes superior à de um avião comercial — e encara temperaturas próximas de 2.760 °C.
Sequência da descida
A órbita atual de retorno livre, guiada pela gravidade terrestre, reduz o consumo de combustível. Quarenta e dois minutos antes do contato com a atmosfera, a Orion se separa do módulo de serviço. Já a aproximadamente 120 km de altitude, uma dúzia de propulsores ajusta a orientação da cápsula para o ângulo correto de entrada.
O escudo térmico, peça-chave do voo, volta a ser posto à prova após o acidente do ônibus espacial Columbia em 2003. Preocupado com o desempenho desse sistema, o administrador da Nasa, Jared Isaacman, disse que “não descansará” até ver os quatro astronautas em segurança com suas famílias.
Fase dos paraquedas
Onze paraquedas são liberados em etapas. O primeiro conjunto se abre a cerca de 2.700 m de altitude, quando a cápsula ainda viaja a 210 km/h; o sistema reduz a velocidade para menos de 32 km/h antes do impacto controlado na água.
Resgate na água
Equipes da Nasa e da Marinha dos Estados Unidos aguardam próximas ao ponto de amerissagem e devem concluir o resgate em 30 a 45 minutos. Assim que a tripulação estiver a bordo do navio de apoio, a agência espacial encerrará oficialmente a fase tripulada da Artemis II.
Com informações de Gazeta do Povo