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Relatório do Congresso acusa equipe de Biden de ocultar saúde mental e usar autopen sem aval direto

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O Comitê de Supervisão e Reforma da Câmara dos Estados Unidos divulgou nesta terça-feira, 28 de outubro de 2025, um relatório que alega ter havido um esforço sistemático da equipe do ex-presidente Joe Biden para esconder um suposto declínio cognitivo e autorizar atos oficiais por meio de assinatura automática, sem comprovação de consentimento direto do mandatário.

Intitulado “The Biden Autopen Presidency: Decline, Delusion, and Deception in the White House”, o documento foi apresentado pelo deputado republicano James Comer, presidente do comitê. Segundo o texto, assessores próximos recorreram repetidamente ao dispositivo conhecido como autopen e a uma “cadeia de comando frágil” para validar ordens executivas, sem registros formais que demonstrem a participação pessoal de Biden.

Entre os episódios citados está a emissão de perdões presidenciais, inclusive benefícios concedidos a familiares do ex-presidente, horas antes do fim do mandato. Ex-integrantes da Casa Branca relataram que a autorização para usar o autopen era dada verbalmente, sem confirmação presencial ou por escrito de Biden, o que, de acordo com o relatório, pode comprometer a validade jurídica dessas medidas.

O comitê solicita ao Departamento de Justiça — atualmente chefiado pela procuradora-geral Pam Bondi — a abertura de investigação para avaliar se atos assinados pelo autopen devem ser anulados.

O documento também menciona o médico pessoal de Biden, Kevin O’Connor. Ele teria se recusado a aplicar testes cognitivos no então presidente e, em depoimento ao Congresso, invocou o direito de não responder perguntas sobre o tema. A comissão recomenda que a Junta Médica de Washington examine possíveis relatórios médicos “enganosos” sobre a real condição de saúde do ex-chefe de Estado.

Outros auxiliares, como o ex-chefe de gabinete Jeff Zients e a conselheira Anita Dunn, são apontados por supostamente controlar a rotina de Biden e limitar o acesso de colegas de partido. Já Anthony Bernal e Annie Tomasini, ex-funcionários da Casa Branca, invocaram a Quinta Emenda e não responderam a questionamentos sobre participação da família Biden em decisões presidenciais.

O Comitê de Supervisão classificou as descobertas como “um dos maiores escândalos da história dos Estados Unidos”, afirmando que, durante o governo, a autoridade presidencial teria sido exercida por assessores não eleitos.

Com informações de Gazeta do Povo