Londres — O Reino Unido mobilizou pessoal especializado e recursos de defesa aérea para a Bélgica após uma série de incursões de drones que levou ao fechamento temporário de aeroportos e colocou instalações militares em alerta máximo, informaram autoridades britânicas nesta sexta-feira (9.nov.2025).
Apoio imediato após pedido de Bruxelas
O chefe do Estado-Maior de Defesa britânico, Sir Richard Knighton, confirmou que equipes da 2ª Ala de Proteção da Royal Air Force (RAF) serão destacadas. Segundo ele, o Reino Unido fornecerá “nosso equipamento e capacidade” em coordenação com aliados da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan). A Alemanha também anunciou o envio de sistemas antidrones.
Drones paralisam aeroporto e afetam milhares
A crise ganhou força na noite de quinta-feira (8.nov) quando o Aeroporto de Bruxelas precisou suspender operações após avistamentos de drones, situação que impactou cerca de 3 mil passageiros da Brussels Airlines e resultou em cancelamentos e desvios de dezenas de voos. Objetos semelhantes foram detectados em bases militares belgas no mesmo período.
Suspeita de operação russa
Embora a origem das aeronaves não tripuladas ainda não tenha sido comprovada, autoridades belgas, britânicas e alemãs apontam como “plausível” a participação de Moscou, vista por Knighton como “a ameaça mais premente para a Europa”. A Rússia nega qualquer envolvimento e rejeita acusações de conduzir uma guerra híbrida.
Incidentes se espalham pela região
Eventos semelhantes já interromperam o tráfego aéreo em Suécia, Noruega, Dinamarca e Alemanha — todos países que apoiam a Ucrânia no conflito contra a Rússia. Para a Otan, tais ações configuram “ameaças híbridas”, combinando táticas militares e não militares para atingir infraestruturas críticas.
Pressão por mais investimentos em defesa
O episódio reacendeu o debate sobre os gastos militares britânicos. Críticos pedem aceleração de investimentos, enquanto o governo mantém a meta de elevar o orçamento de defesa para 2,5% do PIB a partir de 2027, com ambição de chegar a 3%. Knighton defendeu o plano, afirmando tratar-se do maior aporte já visto durante sua carreira.
Na linha de frente da resposta aliada, o secretário de Defesa do Reino Unido, John Healey, declarou que “a força reside nas alianças e na determinação coletiva de proteger nossa infraestrutura crítica”.
Enquanto isso, Bruxelas intensifica buscas por sistemas antidrones após o fechamento do Aeroporto de Zaventem, símbolo da preocupação europeia com ameaças não convencionais contra ativos vitais.
Com informações de Gazeta do Povo