O governo britânico informou nesta quinta-feira, 9 de abril de 2026, ter detectado uma missão clandestina da Marinha russa em áreas próximas a infraestruturas submarinas consideradas críticas para o Reino Unido e seus aliados europeus.
De acordo com o Ministério da Defesa, aeronaves P-8 da Força Aérea Real (RAF), uma fragata, um navio de assalto anfíbio e helicópteros Merlin foram mobilizados após a identificação de um submarino de ataque da classe Akula ingressando em águas internacionais no Ártico algumas semanas atrás. Durante o monitoramento contínuo, as forças britânicas também rastrearam outros dois submarinos da Diretoria Principal de Pesquisa em Águas Profundas de Moscou (GUGI), especializados em sabotagem de cabos submarinos.
O ministro da Defesa, John Healey, classificou a Rússia como a “maior ameaça” à segurança do Reino Unido e da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) no momento atual. Em declaração dirigida diretamente ao presidente Vladimir Putin, Healey afirmou: “Nós o vemos, vemos sua atividade em torno de nossa infraestrutura submarina. Qualquer tentativa de danificá-la não será tolerada e terá graves consequências.”
Segundo o Ministério da Defesa, a operação russa tinha como possível alvo oleodutos europeus e cabos de comunicação essenciais. Londres avalia que a movimentação foi planejada como manobra diversionista para aproveitar a instabilidade criada pela crise no Oriente Médio.
As autoridades britânicas não detalharam se houve violação territorial, mas sublinharam que toda a atividade hostil foi observada em tempo real por meios aéreos e navais do Reino Unido, garantindo a proteção das rotas energéticas e de dados sob sua responsabilidade.
O alerta do Reino Unido marca mais um episódio de tensão entre Londres e Moscou, que mantém força naval significativa em águas do Ártico e do Atlântico Norte.
Com informações de Gazeta do Povo