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Reino Unido libera bases para EUA em ações defensivas ligadas ao Irã

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O governo britânico autorizou nesta sexta-feira, 20 de março de 2026, que os Estados Unidos utilizem instalações militares do Reino Unido em operações consideradas defensivas contra o Irã e para garantir a segurança da navegação no Estreito de Ormuz, principal corredor do petróleo mundial.

A decisão foi divulgada em comunicado oficial após reunião de ministros conduzida pelo primeiro-ministro Keir Starmer. Segundo o texto, a medida integra ações de defesa coletiva destinadas a proteger navios comerciais e infraestrutura energética na região, alvo recente de ameaças iranianas e de ataques a instalações no Golfo.

De acordo com o governo, o acordo cobre missões norte-americanas voltadas a “reduzir a capacidade de lançamento de mísseis e outros ataques” contra embarcações que atravessam o estreito, por onde circula cerca de 20% das exportações globais de petróleo.

Londres informou ainda que trabalha com parceiros internacionais na elaboração de um plano para manter a rota marítima aberta. Autoridades britânicas condenaram a expansão dos alvos iranianos, alertando para o risco de uma crise regional ampliada e de impactos econômicos mundiais.

Embora apoie operações de caráter defensivo, o Reino Unido afirmou que pretende evitar uma escalada maior do conflito. O comunicado reforça o compromisso de agir dentro do direito internacional, proteger seus interesses e os de aliados, mas sem se envolver em uma guerra mais ampla no Oriente Médio. O governo pediu redução “urgente” das tensões e solução rápida para o impasse.

A posição britânica veio um dia após declaração conjunta de Reino Unido, França, Alemanha, Itália, Holanda, Japão e outros países, que classificou o bloqueio iraniano ao Estreito de Ormuz e os ataques a navios como ameaça à segurança internacional. O documento manifestou disposição para contribuir com a garantia da passagem segura, sem detalhar que tipo de participação militar seria oferecida.

Mais cedo, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, criticou aliados da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) por não apoiarem diretamente as operações contra o Irã. Em mensagem publicada na sexta-feira, Trump afirmou que muitos países reclamam da alta no preço do petróleo, mas evitam participar das ações militares para proteger a rota marítima.

A autorização britânica coincide com a intensificação da campanha militar norte-americana para reabrir o Estreito de Ormuz. Washington emprega aviões de ataque, helicópteros e bombardeios contra alvos iranianos, numa operação que, segundo autoridades dos EUA, pode durar semanas até que a navegação seja considerada segura.

Com informações de Gazeta do Povo