O governo britânico confirmou nesta segunda-feira, 15 de setembro de 2025, o envio de caças Typhoon à Polônia para missões de defesa aérea, em resposta a recentes incursões de drones russos no espaço aéreo polonês e romeno.
As aeronaves de combate decolarão da base da Royal Air Force (RAF) em Coningsby, no nordeste da Inglaterra, com apoio de aviões-tanque Voyager. A operação integra a missão Centinela Oriental da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) e contará com a participação de Dinamarca, França e Alemanha.
Ao anunciar a medida, o primeiro-ministro Keir Starmer classificou o comportamento de Moscou como “temerário” e afirmou que a iniciativa busca “dissuadir a agressão, proteger o espaço aéreo da Otan e reforçar a segurança dos aliados”.
Violação considerada a mais grave até agora
O anúncio ocorre poucos dias depois da mais significativa violação de espaço aéreo da aliança atlântica até o momento: drones russos cruzaram a fronteira polonesa, segundo Varsóvia. No fim de semana seguinte, incidente semelhante foi registrado na Romênia. A pedido da Polônia, o Conselho do Atlântico Norte reuniu-se e declarou solidariedade plena ao país.
Para o ministro da Defesa, John Healey, as ações de Moscou são “imprudentes, perigosas e inéditas” e acabam fortalecendo a coesão dos membros da Otan. Ele ressaltou que os Typhoon terão papel essencial tanto na dissuasão quanto, se necessário, na defesa efetiva do espaço aéreo aliado.
Expansão da presença militar britânica
O deslocamento das aeronaves faz parte do plano de Londres de ampliar a presença militar no flanco leste da Otan. Nos últimos 18 meses, caças britânicos já haviam sido enviados a bases na própria Polônia e na Romênia para missões semelhantes.
O Reino Unido também pretende elevar gradualmente os gastos de defesa para 2,6% do Produto Interno Bruto até 2027, o maior aumento sustentado desde o fim da Guerra Fria. “A segurança nacional britânica começa com um compromisso inabalável com a Otan e com a defesa do espaço euro-atlântico”, declarou Starmer, acrescentando que o país seguirá apoiando Kiev e aumentando a pressão sobre o presidente russo, Vladimir Putin, até a obtenção de uma “paz justa e duradoura”.
Com informações de Gazeta do Povo