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Quem é Tommy Robinson, rosto da direita britânica que conta com o apoio de Elon Musk

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Londres — Stephen Yaxley-Lennon, mais conhecido como Tommy Robinson, transformou-se em um dos nomes mais citados da direita no Reino Unido depois de liderar, em setembro de 2025, a manifestação “Unite the Kingdom”, que reuniu mais de 100 mil pessoas na capital britânica contra a imigração ilegal.

Origem e primeiros passos

Nascido em 27 de novembro de 1982, na cidade de Luton, Robinson iniciou sua militância ao reagir à presença de grupos islâmicos radicais em sua região. Em 2009, fundou a English Defence League (EDL) após um protesto de integrantes do grupo Al-Muhajiroun, hoje classificado como terrorista pelo governo britânico. Na ocasião, manifestantes chamaram soldados que voltavam do Afeganistão de “assassinos”, fato que motivou a criação da EDL, organização voltada a combater o extremismo islâmico e defender valores cristãos e nacionais.

Robinson deixou a EDL em 2013, alegando divergências internas e a infiltração de grupos violentos no movimento. Desde então, manteve atuação independente, lançando o portal Urban Scoop para denunciar os casos das grooming gangs — redes de exploração sexual infantil que atuaram no país entre as décadas de 1990 e 2010, compostas majoritariamente por homens de origem paquistanesa.

Processos e acusações

O ativista já foi condenado por desacato, fraude e agressão. Ele afirma que as ações judiciais são resultado de perseguição política por suas denúncias sobre crimes cometidos por imigrantes ilegais. Em publicações na rede X, Robinson relatou ter tido contas bancárias bloqueadas, perfis removidos de plataformas digitais e ter sido preso, além de enfrentar o risco de uma pena de até dez anos em processo previsto para 2026.

Aproximação com Elon Musk

O laço entre Robinson e Elon Musk se fortaleceu em 2022, quando o empresário comprou o então Twitter e reativou a conta do britânico, suspensa desde 2018. A decisão devolveu ao ativista acesso a milhões de seguidores. Desde então, Musk passou a interagir com suas publicações e a citá-lo como exemplo de resistência à censura.

Em setembro de 2025, o dono da plataforma participou por vídeo do ato “Unite the Kingdom” e conclamou os britânicos a “lutar pela sobrevivência da nação”. Reportagens da Reuters e do Politico apontam que Musk ajudou a pagar parte dos custos legais de Robinson, estimados em 100 mil libras, durante processo no Tribunal de Westminster. O ativista havia se recusado a entregar a senha de seu celular à polícia no Canal da Mancha, em julho de 2024, alegando proteger material jornalístico; em outubro de 2025, o juiz Sam Goozee considerou a detenção discriminatória e motivada por razões políticas, absolvendo o réu.

Apoio internacional

Além de receber respaldo de grupos conservadores nos Estados Unidos e em países europeus, Robinson esteve em Israel em 2025 a convite do ministro para Assuntos da Diáspora, Amichai Chikli, que o qualificou como “líder corajoso” no enfrentamento ao islamismo radical.

Robinson segue ativo em campanhas contra a imigração irregular, na defesa da liberdade de expressão e na denúncia de crimes atribuídos a imigrantes ilegais, mantendo sua posição como figura central da nova direita britânica.

Com informações de Gazeta do Povo