O início da Quaresma nesta quarta-feira, 18 de fevereiro de 2026, chega acompanhado de um sinal de alerta para a liberdade religiosa. Segundo o relatório World Watch List 2026, da organização internacional Open Doors, 388 milhões de pessoas sofrem algum tipo de hostilidade ou risco por professar a fé cristã — 8 milhões a mais do que no levantamento anterior.
A Quaresma, período de 40 dias que recorda o jejum de Jesus no deserto, é tradicionalmente dedicado à reflexão, ao arrependimento e ao fortalecimento espiritual. Em várias regiões, porém, práticas religiosas públicas vêm sendo restringidas, reforçando o debate em torno da “cristofobia”, termo que designa ódio, discriminação ou violência contra cristãos.
Para jogar luz sobre o tema, a Gazeta do Povo lançou o mini-documentário “Perseguição aos cristãos no mundo: casos e histórias que tentam ocultar”, disponível em seu canal no YouTube. O veículo também oferece gratuitamente o e-book “Cristofobia — Como o Ocidente Está se Curvando ao Medo”, escrito pelo teólogo Franklin Ferreira, mediante inscrição na página Investigação Gazeta – Especial Cristofobia.
Ferreira lembra que a cristofobia, embora pouco destacada na grande mídia, configura hoje a forma mais disseminada de perseguição religiosa. O relatório recém-divulgado pela Open Doors sustenta essa avaliação, ao contabilizar quase 400 milhões de cristãos expostos a diferentes graus de violência ou discriminação.
Um dos exemplos citados pelo documentário é a Nicarágua. Embora 84% da população se declare cristã, o governo de Daniel Ortega proibiu as celebrações públicas da Semana Santa, substituindo-as por eventos promovidos pelo Estado. Desde o início das restrições, mais de mil ataques a igrejas foram registrados no país.
A Semana Santa, que encerra a Quaresma, ocupa posição central na vivência religiosa dos fiéis. Por essa razão, sua proibição na Nicarágua evidencia como manifestações públicas de fé podem se tornar alvo de controle político e repressão estatal.
Ao reunir dados atuais e relatos de diferentes regiões, o material produzido pela Gazeta do Povo amplia o debate sobre liberdade de culto justamente no período litúrgico mais propício à introspecção para os cristãos.
Com informações de Gazeta do Povo