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Pyongyang alerta para “dominó nuclear” caso Seul construa submarinos de propulsão atômica

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A Coreia do Norte afirmou nesta terça-feira, 18 de novembro de 2025, que a futura construção de submarinos de propulsão nuclear pela Coreia do Sul desencadeará “inevitavelmente” um “efeito dominó nuclear” na Ásia. A advertência, publicada em editorial da agência estatal KCNA, é a primeira reação pública de Pyongyang aos acordos de segurança e comércio anunciados por Seul e Washington na semana passada.

No texto, o regime norte-coreano sustenta que os submarinos permitirão à Coreia do Sul avançar em “sua própria nuclearização armamentista”, provocando uma “intensa corrida armamentista” regional. Pyongyang classifica a medida como um passo em direção a um “quase-Estado nuclear”.

O editorial faz referência à folha informativa conjunta sobre as duas cúpulas realizadas este ano entre o presidente sul-coreano, Lee Jae-myung, e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (em agosto e outubro), além do comunicado divulgado após a 57ª Reunião Consultiva de Segurança (SCM), ocorrida no início de novembro.

Esses documentos preveem o alívio parcial das restrições ao enriquecimento de urânio pela Coreia do Sul, alegando finalidade não armamentista. A KCNA acusou Washington de dar “sinal verde” para Seul enriquecer urânio e reprocessar combustível nuclear, possibilitando o projeto dos submarinos.

A Coreia do Norte também criticou a substituição do termo “desnuclearização da península coreana” por “desnuclearização da Coreia do Norte” nos textos conjuntos. O governo de Kim Jong-un mantém a posição de só retomar diálogos se a questão for retirada da mesa de negociação.

Em Seul, a porta-voz presidencial Kang Yu-jung declarou que o Sul “não tem intenção hostil nem de confrontação” em relação ao Norte. Um funcionário do Ministério da Unificação, citado pela agência Yonhap, avaliou que o editorial apenas repete a postura usual de Pyongyang, destacando o tom “sereno e moderado” e a ausência de menções diretas aos líderes sul-coreano e norte-americano.

A publicação ocorre um dia depois de Seul apresentar a primeira proposta oficial de diálogo militar intercoreano sob o governo Lee, destinada a prevenir incidentes na fronteira, e após a tentativa frustrada da administração Trump de realizar uma cúpula com Kim Jong-un durante viagem à Ásia no mês passado.

Com informações de Gazeta do Povo