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Putin rejeita acordo de paz e diz estar preparado para a guerra; Trump ameaça atacar a Venezuela

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Moscou / Washington / Caracas – A tensão internacional se intensificou em 2 de dezembro de 2025 após o presidente russo, Vladimir Putin, descartar uma proposta europeia de cessar-fogo e declarar que a Rússia “está pronta para a guerra”. Horas antes, o líder do Kremlin manteve uma reunião de cinco horas com um enviado do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sem avanço em direção a um acordo.

Encontro sem resultado em Moscou

O emissário de Trump chegou à capital russa com um plano de paz elaborado por chanceleres europeus. Ao término da conversa, Putin rejeitou o documento, apontou “inaceitáveis exigências ocidentais” e afirmou que o país “está preparado para qualquer escalada”. Não foram divulgados detalhes sobre os pontos de discórdia.

Ameaça de intervenção na Venezuela

Em pronunciamento na Casa Branca, Donald Trump disse que os EUA “iniciarão ataques dentro da Venezuela em breve” e que Washington “sabe onde os alvos vivem”. A declaração ocorre em meio ao agravamento da crise venezuelana e à formação de um novo gabinete pelo presidente Nicolás Maduro, composto por aliados dispostos a “liderar a revolução”.

Diante do risco de conflito, Noruega e Suécia juntaram-se a outros países que desaconselham viagens ao território venezuelano.

Ligações entre Trump e Lula

Também no dia 2, Trump e o presidente brasileiro Lula conversaram por telefone sobre comércio, tarifas e combate ao crime organizado. Segundo a Casa Branca, o diálogo incluiu possíveis sanções econômicas e medidas conjuntas contra redes ilícitas na região.

Tensão eleitoral em Honduras

A contagem de votos na eleição presidencial hondurenha foi marcada por acusações de fraude. Trump alegou que autoridades locais tentam “mudar o resultado” após o candidato por ele apoiado cair para o segundo lugar. Ele exigiu “transparência total” no processo. No mesmo dia, o ex-presidente hondurenho Juan Orlando Hernández, beneficiado por um indulto concedido por Trump, foi libertado em território norte-americano.

Outras medidas de Washington

O governo dos EUA incluiu empresas chinesas em uma lista de sanções, citando denúncias de trabalho forçado e pirataria. Paralelamente, uma secretária da administração Trump sugeriu restringir viagens provenientes de países que enviam “invasores” aos Estados Unidos. Já na América do Sul, Argentina e EUA ampliaram um acordo para reforçar o combate ao crime organizado.

Com informações de Gazeta do Povo