O presidente da Rússia, Vladimir Putin, exigiu nesta quarta-feira (12) que o Exército russo elimine “o mais rápido possível” as forças ucranianas que ainda resistem na região de Kursk, na fronteira oeste do país. A declaração foi feita durante a primeira visita de Putin ao território desde o início da ofensiva da Ucrânia.
Vestindo uniforme militar e falando a oficiais no posto de comando local, o líder russo afirmou estar “confiante” de que as unidades cumprirão todas as missões e “liberarão completamente” a área em um futuro próximo.
Encontro com Washington
O discurso antecede a reunião marcada para esta quinta-feira (13) com Steve Witkoff, enviado especial do governo dos Estados Unidos que já se encontra em Moscou para discutir uma proposta de cessar-fogo aceita previamente por Kiev.
De acordo com a porta-voz do Ministério das Relações Exteriores russo, Maria Zakharova, Moscou “está pronta” para analisar as iniciativas apresentadas por Washington. Segundo autoridades russas, o conselheiro de Segurança Nacional dos EUA, Mike Waltz, encaminhou detalhes da proposta ao Kremlin.
Posição de Trump
Em Washington, o presidente norte-americano Donald Trump disse que agora cabe à Rússia colocar em prática a trégua. “Ontem tivemos um grande sucesso. Teremos um cessar-fogo completo quando entrar em vigor. Agora depende da Rússia”, declarou o republicano, acompanhado do primeiro-ministro da Irlanda, Micheál Martin.
Trump evitou confirmar se pretende conversar diretamente com Putin, mas destacou que sua equipe já viajou para a capital russa. “Espero que consigamos obter um cessar-fogo da Rússia. Se isso acontecer, estaremos 80% do caminho para acabar com esse horrível banho de sangue”, comentou.
Com informações de Gazeta do Povo