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Protestos em Copenhague e Nuuk repudiam tentativa de Trump de assumir Groenlândia

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Copenhague e Nuuk — Milhares de manifestantes tomaram as ruas da Dinamarca e da Groenlândia neste sábado, 17 de janeiro de 2026, para condenar o plano do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de assumir o controle do território autônomo no Ártico.

Os atos foram convocados por organizações não governamentais nas redes sociais depois de, na véspera, Trump ameaçar impor tarifas a países que não apoiarem sua proposta. Sob temperaturas próximas de 0 °C e céu encoberto, a Praça da Prefeitura de Copenhague foi ocupada por uma multidão que carregava bandeiras dinamarquesas e groenlandesas e entoava o nome da ilha em groenlandês, “Kalaallit Nunaat”.

Cartazes com frases em inglês como “Make America Go Away” — alusão ao slogan presidencial norte-americano — dominaram a paisagem. A mobilização foi organizada pela Organização Nacional dos Groenlandeses na Dinamarca (Uagut), pelo movimento cidadão “Não toquem na Groenlândia” e pelo Inuit, que congrega associações locais.

Manifestações em várias cidades

Além da capital dinamarquesa e de Nuuk, capital groenlandesa, houve atos em Aarhus, Aalborg e Odense. “Exigimos respeito ao nosso direito de autodeterminação e ao direito internacional. Esta não é apenas a nossa luta, é uma luta de todo o mundo”, declarou a organizadora Avijâja Rosing-Olsen durante o protesto.

Rejeição popular ao plano

Levantamento divulgado em janeiro de 2025 pelo instituto HS Analyse mostrou que 85% dos groenlandeses rejeitam a anexação pelos Estados Unidos, enquanto apenas 6% se declararam favoráveis.

Movimentação militar

Paralelamente, França, Reino Unido, Alemanha, Holanda, Suécia, Noruega e Finlândia anunciaram o envio de tropas para uma missão de reconhecimento no exercício dinamarquês Arctic Endurance, realizado com aliados da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan). Os Estados Unidos também foram convidados a participar, informou o chefe do Comando Ártico da Dinamarca, Søren Andersen, acrescentando que navios russos deverão acompanhar as operações.

Trump sustenta que a aquisição da Groenlândia é questão de segurança nacional e alega a presença de embarcações russas e chinesas na região.

Com informações de Gazeta do Povo