Pequim — A China lançou dez submarinos nucleares entre 2021 e 2025, totalizando cerca de 79 mil toneladas, número que supera os sete navios e 55,5 mil toneladas entregues pelos Estados Unidos no mesmo intervalo. Os dados constam de um relatório do International Institute for Strategic Studies (IISS) divulgado em 16 de fevereiro.
Segundo o estudo, a inversão em relação ao ciclo anterior decorre principalmente da expansão do estaleiro estatal Bohai Shipbuilding Heavy Industry Co., situado em Huludao, no norte do país. Imagens de satélite analisadas pelo think tank mostram a construção acelerada das classes Type-094, de mísseis balísticos, e Type-093B, de mísseis guiados.
Reforço da tríade nuclear
Os Type-094 integram a tríade nuclear chinesa — formada ainda por mísseis intercontinentais terrestres e bombardeiros estratégicos — e ampliam a capacidade de dissuasão de Pequim. Já os Type-093B seriam versões modernizadas, possivelmente equipadas com sistema de lançamento vertical para mísseis guiados, o que eleva o alcance ofensivo da frota.
Ganho quantitativo, desafio qualitativo
Apesar do avanço numérico, o IISS ressalta que os submarinos chineses ainda apresentam desvantagens tecnológicas em comparação aos modelos americanos e europeus, sobretudo em níveis de ruído — fator crucial para missões de dissuasão.
Mesmo com o ritmo acelerado de lançamentos, os Estados Unidos mantinham, no início do ano passado, uma frota superior: 65 submarinos nucleares ativos contra 12 da China. O instituto avalia, contudo, que a tendência de crescimento chinês pressiona Washington, que enfrenta atrasos em seus próprios programas de construção naval.
Para o IISS, o aumento da presença submarina de Pequim representa um desafio estratégico crescente para os EUA e seus aliados nos próximos anos.
Com informações de Gazeta do Povo