Londres, 19 de fevereiro de 2026 — A detenção do ex-príncipe Andrew Mountbatten-Windsor nesta quinta-feira (19) detonou uma crise sem precedentes tanto na monarquia quanto no governo trabalhista do primeiro-ministro Keir Starmer. Novos arquivos do Departamento de Justiça dos Estados Unidos indicam que o filho da rainha Elizabeth II teria compartilhado segredos de Estado com o financista condenado Jeffrey Epstein enquanto atuava como enviado comercial do Reino Unido.
Suspeita de má conduta
Andrew foi preso sob a acusação de má conduta em cargo público. Investigadores britânicos analisam e-mails que mostram troca de relatórios de viagens oficiais e negociações sigilosas na Ásia com Epstein, mesmo após o financista já ter sido condenado por crimes sexuais. As mensagens apontam possível repasse de informações estratégicas em troca de favores pessoais.
Reação do Palácio de Buckingham
O rei Charles III manifestou “profundo pesar” pelos novos fatos e reiterou que “ninguém está acima da lei”. Antes mesmo da prisão, o monarca havia retirado os títulos militares e de nobreza do irmão, além de expulsá-lo de sua residência oficial. O Palácio negou que a Coroa tenha financiado acordos para silenciar vítimas de abuso ligadas a Epstein.
Baixa no gabinete Starmer
O escândalo chegou ao coração do governo trabalhista. Três integrantes do alto escalão, entre eles o chefe de gabinete de Keir Starmer, apresentaram renúncia. A crise foi agravada pela escolha de Peter Mandelson como embaixador em Washington, apesar de seus laços conhecidos com Epstein. Mandelson é investigado por supostamente ter vazado informações do governo britânico ao financista durante a crise financeira de 2008 em troca de pagamentos.
Outros nomes citados
Os documentos também expõem Sarah Ferguson, ex-esposa de Andrew, que definia Epstein como “o irmão que sempre quis ter” e agradecia ajuda financeira para quitar dívidas pessoais. Registros oficiais de 2003 mostram Mandelson descrevendo o financista como seu “melhor amigo”.
Linha de sucessão intacta, por enquanto
Mesmo sem cargos e títulos, Andrew permanece legalmente na linha de sucessão ao trono. Sua exclusão só pode ocorrer por meio de votação no Parlamento. Com rejeição popular recorde de 70%, parlamentares trabalhistas ameaçam retirar apoio ao primeiro-ministro caso o governo não divulgue integralmente todos os vínculos políticos com Epstein.
A crise continua a colocar pressão simultânea sobre a monarquia e o gabinete de Keir Starmer, cuja estabilidade agora depende dos próximos desdobramentos judiciais e políticos.
Com informações de Gazeta do Povo