Autoridades francesas detiveram mais duas pessoas nesta quarta-feira (18), elevando para 11 o número de presos pela morte do ativista de direita Quentin Deranque, de 23 anos, em Lyon, no leste do país.
Entre os investigados está Jacques-Elie Favrot, assessor parlamentar do partido de esquerda A França Insubmissa (LFI), suspeito de participação no espancamento que resultou em traumatismo craniano fatal no último sábado (15).
Como ocorreu o ataque
Segundo o procurador de Lyon, Thierry Dran, Deranque foi “jogado ao chão e agredido por pelo menos seis pessoas encapuzadas” do lado de fora de um evento universitário que recebia a eurodeputada Rima Hassan (LFI). O estudante, que cursava matemática, protestava contra a conferência quando foi atacado.
Relatos de testemunhas apontam que Deranque e outros dois manifestantes de direita foram perseguidos por um grupo de mascarados a cerca de dois quilômetros da Faculdade de Ciências Políticas. Os companheiros conseguiram fugir; já Deranque sofreu múltiplos chutes na cabeça e permaneceu caído próximo a um poste de luz até a chegada de amigos, que o levaram ao hospital. Ele morreu dois dias depois.
Ligação com grupo radical dissolvido
O jornal Le Parisien informou que um dos detidos nesta quarta-feira integra o La Jeune Garde, coletivo juvenil antifascista banido pelo governo em julho do ano passado por violência e extremismo. O partido LFI é acusado por rivais de abrigar remanescentes da organização; um de seus fundadores, Raphaël Arnault, ocupa assento na Assembleia Nacional.
Repercussão política
O presidente Emmanuel Macron classificou o crime como “violência sem precedentes” e escreveu na rede X que “na República, nenhuma causa, nenhuma ideologia justificará jamais a morte”.
No dia seguinte ao falecimento de Deranque, o ministro do Interior, Gérald Darmanin, atribuiu a parlamentares da LFI o estímulo a atos violentos em seus discursos. O líder da legenda, Jean-Luc Mélenchon, rejeitou qualquer responsabilidade e pediu aos simpatizantes que evitem “alimentar a justiça com as próprias mãos”.
As investigações continuam sob responsabilidade da Promotoria de Lyon, que busca identificar todos os envolvidos no linchamento.
Com informações de Gazeta do Povo