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Assessor de María Corina Machado vê Prêmio Nobel como “triunfo moral” sobre regime de Maduro

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Caracas – Para Pedro Urruchurtu, diretor de Relações Internacionais do partido venezuelano Vente Venezuela, o Prêmio Nobel da Paz concedido em 2025 à líder opositora María Corina Machado representa “uma vitória moral contra o chavismo” e coloca novamente a crise do país no centro da agenda internacional.

Em entrevista concedida poucos dias após o anúncio do Nobel — feita em 19 de outubro de 2025 —, o cientista político de 35 anos afirmou que a distinção funciona como “um escudo” para a dirigente e para todo o movimento democrático, ao elevar o custo de eventuais ações repressivas do governo Nicolás Maduro.

Reação ao prêmio

Urruchurtu relatou ter recebido a notícia com surpresa e emoção. Segundo ele, ninguém da equipe de Machado esperava a escolha: “Aquela sexta-feira foi de lágrimas contidas”, disse. O assessor ressaltou que o reconhecimento “pertence a todos os venezuelanos” e serve de impulso para a “etapa final” da luta pela liberdade.

Pressão internacional

O dirigente avalia que o Nobel amplia o escrutínio global sobre Caracas. Embora reconheça que o regime “não deixará de cometer crimes”, Urruchurtu acredita que o prêmio aumenta o preço político de quaisquer “ações de terrorismo de Estado”. Como reação inicial, lembra, o governo venezuelano anunciou o fechamento de seu consulado na Noruega.

Mais de 400 dias confinado

Durante a campanha presidencial de 2024, Pedro Urruchurtu passou 400 dias abrigado na embaixada da Argentina em Caracas, sob vigilância do aparato de segurança estatal. Nesse período, ele coordenou parte da estratégia eleitoral e manteve contato com Machado e outras lideranças opositoras. “Aprendi que, se mente e espírito permanecem livres, você continua livre”, afirmou.

O assessor conta que a equipe decidiu permanecer na representação diplomática para conduzir a campanha, apesar de restrições severas, cortes de serviços e constantes ameaças. A fuga, organizada de forma sigilosa, ocorreu depois que avaliou ser mais arriscado permanecer do que tentar escapar.

Apoios externos

Urruchurtu destaca a importância de aliados internacionais, citando o ex-presidente dos Estados Unidos Donald Trump, o senador Marco Rubio e o presidente argentino Javier Milei como apoiadores “coerentes” da causa democrática venezuelana. Segundo ele, há troca de informações e canais de coordenação com esses atores.

Próximos passos

O dirigente liberal reforça que a derrubada de Maduro depende de pressão interna combinada com ações externas, uma vez que, em suas palavras, o país “é dominado por um regime narcoterrorista que só entende a força”. Ele também defende articulação permanente com forças políticas e sociedade civil de países vizinhos, incluindo o Brasil.

Fundado e liderado por María Corina Machado, o Vente Venezuela se apresenta como um movimento liberal que rejeita o socialismo e defende economia de mercado, liberdades individuais e Estado de Direito.

Com informações de Gazeta do Povo