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Portugal define presidência em segundo turno entre António José Seguro e André Ventura neste domingo

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Os eleitores portugueses voltam às urnas neste domingo, 8 de fevereiro de 2026, para o primeiro segundo turno presidencial do país em mais de quatro décadas. A disputa coloca frente a frente o ex-ministro António José Seguro, do Partido Socialista, e o deputado André Ventura, fundador do Chega.

Levantamento do Centro de Estudos e Sondagens de Opinião (Cesop) da Universidade Católica Portuguesa, divulgado na terça-feira pela emissora pública RTP, pela rádio Antena 1 e pelo jornal Público, aponta vantagem confortável para Seguro: 67% das intenções de voto contra 33% de Ventura. Descontados os eleitores indecisos, o socialista aparece com 56%, o candidato de direita com 25%, e 6% ainda não revelaram preferência.

Resultado do primeiro turno

No pleito de 18 de janeiro, Seguro liderou com 1.755.563 votos (31,11%). Ventura somou 1.327.021 votos (23,52%) e superou concorrentes tradicionais da direita, incluindo o nome indicado pelo atual primeiro-ministro, Luís Montenegro.

Quem é António José Seguro

Ex-ministro de governos socialistas, Seguro tenta atrair eleitores além da esquerda e evita associar-se ao termo “socialismo”, classificando-se como figura “apartidária”. Centra o discurso na defesa da democracia e propõe manter saúde e segurança social públicas e universais. Em entrevistas, afirma que não permitirá a formação de um governo que contrarie a Constituição. Ao mesmo tempo, garante “lealdade institucional” ao gabinete de centro-direita chefiado por Montenegro.

Quem é André Ventura

Deputado e líder do Chega, partido criado em 2019, Ventura ganhou projeção com críticas à imigração ilegal e à corrupção. Defende reforma constitucional, redução do número de deputados, prisão perpétua, penas mais duras para corrupção e castração química ou física para condenados por crimes sexuais graves. Também propõe limitar cargos de primeiro-ministro e ministros a cidadãos portugueses e extinguir o que chama de “ideologia de gênero”. Caso seja derrotado, seguirá chefiando a oposição no Parlamento por mais três anos e meio.

Mau tempo e risco de abstenção

Tempestades recentes provocaram inundações em várias regiões. Na sexta-feira (6), o premiê Luís Montenegro estimou os danos em mais de 4 milhões de euros e prorrogou o estado de calamidade pública até 15 de fevereiro. Três municípios — Arruda dos Vinhos, Alcácer do Sal e Golegã — optaram por adiar a votação em uma semana.

A Comissão Nacional Eleitoral manteve, porém, o calendário nacional. Segundo a legislação, presidentes de Câmara podem suspender a eleição apenas quando condições de segurança ou acesso às assembleias de voto estiverem comprometidas. Candidatos demonstram preocupação de que o mau tempo eleve a abstenção, sobretudo diante da larga vantagem atribuída pelas pesquisas a Seguro.

A votação ocorre das 8h às 19h (horário local). O vencedor tomará posse para um mandato de cinco anos.

Com informações de Gazeta do Povo