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Polônia abre investigação sobre possível espionagem russa envolvendo Jeffrey Epstein

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Varsóvia — O primeiro-ministro da Polônia, Donald Tusk, informou nesta terça-feira (4.fev.2026) que o governo instituirá uma equipe especial para examinar eventuais vínculos entre o falecido financista e criminoso sexual Jeffrey Epstein e os serviços de inteligência da Rússia.

Tusk declarou, durante reunião do gabinete, que o objetivo é avaliar “quaisquer repercussões dos crimes de Epstein em território polonês”, especialmente diante da hipótese de envolvimento da espionagem de Moscou. “Há cada vez mais indícios e relatos na imprensa internacional sugerindo que esse escândalo de pedofilia sem precedentes foi coorganizado pelos serviços secretos russos”, afirmou o premiê, acrescentando que o Kremlin poderia possuir material compromettedor contra “muitos líderes ainda em atividade”.

Arquivos dos EUA impulsionam suspeitas

A decisão de Varsóvia ocorre após o Departamento de Justiça dos Estados Unidos liberar mais de mil documentos que citam diretamente o presidente russo, Vladimir Putin, e outras nove mil referências à Rússia. O conteúdo reforçou suspeitas de que Epstein possa ter atuado como agente ou colaborador de Moscou.

Entre os materiais divulgados, um e-mail de 11 de setembro de 2011 menciona a preparação de um “encontro com Putin” durante viagem do financista à Rússia. A mensagem, enviada por remetente não identificado, registra que um contato chamado Igor organizaria a passagem aérea de Epstein “para chegar alguns dias antes” do suposto encontro, marcado para 16 de setembro.

Outro documento, datado de maio de 2013, mostra Epstein comunicando ao então secretário-geral do Conselho da Europa, Thorbjorn Jagland, o desejo de ajudar Putin e a Rússia a “reinventar o sistema financeiro”. Já uma nota de 2014 sugere nova reunião entre o bilionário norte-americano e o presidente russo, mesmo após a condenação por crimes sexuais em 2008.

Com o avanço das investigações, autoridades polonesas pretendem verificar se algum cidadão ou instituição do país foi impactado pelas eventuais ações de espionagem atribuídas a Epstein. O governo não divulgou prazo para conclusão dos trabalhos.

Com informações de Gazeta do Povo