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Polícia chinesa mobiliza máquinas pesadas e isola igreja protestante em Wenzhou

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Pequim – Centenas de policiais armados, guindastes e tratores cercaram, na segunda-feira (5), a Igreja Cristã de Yayang, também chamada de “Assembleia de Yayang”, na cidade de Wenzhou, leste da China. A ação, relatada pela organização ChinaAid, reforça temores de remoção da cruz ou demolição integral do templo.

Testemunhas informaram que agentes do Partido Comunista Chinês (PCC) interditaram todos os acessos ao edifício religioso, expulsaram moradores vizinhos e proibiram qualquer registro em foto ou vídeo. Equipamentos de engenharia pesada permaneceram posicionados ao redor da construção durante todo o dia.

Segundo a ChinaAid, fiéis da igreja já vinham relatando intimidações. Vídeos obtidos pela entidade e divulgados pela BBC mostram parte da estrutura do prédio sendo derrubada.

Prisões em outras regiões

A ofensiva em Wenzhou ocorreu paralelamente à detenção de pelo menos nove líderes da igreja protestante Early Rain Covenant, em Chengdu, região central do país. Cinco foram liberados após interrogatório; os demais permanecem sob custódia.

Dados da Human Rights Watch indicam que cerca de 100 integrantes da Igreja de Yayang foram presos entre dezembro de 2025 e janeiro de 2026, com mais de 20 ainda detidos. A entidade classifica as ações como parte de uma escalada contra congregações protestantes independentes consideradas “clandestinas” pelo governo.

Sinização da religião

Analistas de direitos humanos apontam que a pressão atende à política de “sinização” das religiões, promovida pelo presidente Xi Jinping, que exige alinhamento das práticas religiosas à ideologia do PCC. Organizações internacionais alertam que a eventual destruição do templo viola padrões globais de liberdade religiosa.

Até o momento, autoridades chinesas não informaram oficialmente o objetivo da operação nem comentaram as denúncias de violações.

Com informações de Gazeta do Povo