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Polícia britânica analisa suspeita de vazamento de informações sigilosas por Andrew a Epstein

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Londres, 9 de fevereiro de 2026 – A Polícia do Vale do Tâmisa informou nesta segunda-feira (9) que vai examinar uma denúncia segundo a qual o ex-príncipe Andrew Mountbatten-Windsor, irmão do rei Charles III, teria repassado dados confidenciais ao financista norte-americano Jeffrey Epstein durante o período em que atuou como enviado especial do Reino Unido para comércio e investimentos, entre 2001 e 2011.

A representação foi protocolada pelo grupo Republic, que faz campanha pela abolição da monarquia britânica. A entidade alega possível misconduct in public office (má conduta em cargo público) e violação das regras de confidencialidade que continuam válidas mesmo após o término da função.

Troca de e-mails sob escrutínio

A BBC afirmou ter analisado os arquivos divulgados pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos e identificado e-mails de 2010 e 2011 nos quais Andrew teria enviado a Epstein relatórios oficiais e detalhes de compromissos em Singapura, Vietnã, Hong Kong e Shenzhen (China). Segundo a emissora, os documentos mostram que relatórios preparados pelo então assistente do duque, Amit Patel, eram encaminhados ao financista poucos minutos depois de recebidos.

Em outra mensagem, o ex-príncipe teria compartilhado um briefing reservado sobre oportunidades de investimento na reconstrução do Afeganistão — projeto supervisionado pelas Forças Armadas britânicas e financiado pelo governo do Reino Unido.

Obrigações de sigilo

As diretrizes oficiais determinam que enviados comerciais não são servidores públicos, mas têm obrigação permanente de proteger informações sensíveis obtidas no exercício do cargo. A legislação britânica de segredos oficiais também se aplica após o término do mandato.

Repercussão no Palácio

Os documentos que associam Andrew a Epstein foram divulgados em 30 de janeiro e reacenderam a polêmica em torno do ex-duque de York. Porta-voz do Palácio de Kensington declarou que o príncipe William e sua esposa, Kate Middleton, estão “profundamente preocupados” com as revelações. Já o Palácio de Buckingham informou que o rei Charles III cooperará caso a Polícia do Vale do Tâmisa solicite apoio.

Andrew, citado em registros de contato e fotografias ao lado de Epstein, já enfrentou processos civis por abuso sexual nos Estados Unidos — acusações que ele nega e que não resultaram em condenação criminal.

O material entregue pela Republic será analisado pelos investigadores, que decidirão se há elementos para a abertura de inquérito formal.

Com informações de Gazeta do Povo