Brasília – O Ministério Público de Honduras denunciou nesta quinta-feira, 14 de agosto de 2025, a existência de um suposto complô para assassinar o ex-presidente Manuel Zelaya, deposto em 2009, e impedir as eleições gerais marcadas para 30 de novembro.
O procurador-geral hondurenho, Johel Zelaya, declarou à imprensa que o órgão reúne “provas técnicas, científicas e documentais” de um esquema que também buscaria antecipar a saída da presidente Xiomara Castro, cujo mandato termina em 27 de janeiro de 2026. Manuel Zelaya é marido e principal assessor da chefe de Estado.
Durante o anúncio, o procurador informou a prisão de três suspeitos: Arcadio López Estrada, Perfecto Jesús Enamorado Paz e Antonio David Katan Rivera. Segundo ele, o trio será processado por terrorismo e tentativa de homicídio. As provas já foram remetidas aos tribunais responsáveis por casos de crime organizado.
Zelaya também exibiu um áudio atribuído a dois homens que, em conversa telefônica, utilizam linguagem ofensiva contra o ex-presidente e afirmam que ele “deveria ter sido morto” após o golpe de 2009. No mesmo diálogo, mencionam a intenção de paralisar o país e, assim, comprometer o processo eleitoral.
Ao ser deposto, em 2009, Manuel Zelaya refugiou-se na embaixada brasileira em Tegucigalpa com apoio do Itamaraty. Na época, mantinha relações próximas com o atual presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva.

Imagem: Bruno SznajdermanCom informações da Ag via gazetadopovo.com.br
O chefe do Ministério Público afirmou que a sociedade hondurenha “pode confiar” na condução das investigações. “Estamos decididos a combater a criminalidade comum e organizada para garantir eleições limpas e democráticas”, concluiu.
Com informações de Gazeta do Povo