Brasília, 23 de fevereiro de 2026 – Entidades que representam trabalhadores do setor petrolífero intensificaram a pressão sobre o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para que autorize o envio de combustíveis produzidos pela Petrobras a Cuba, que enfrenta uma crise energética desde o mês passado.
A Federação Única dos Petroleiros (FUP) encaminhou um ofício à Diretoria Executiva de Logística, Comercialização e Mercados da estatal solicitando que a empresa reconheça “os riscos humanitários” de a ilha permanecer sem auxílio energético do Brasil. No documento, a FUP reivindica a abertura de um “diálogo institucional” sobre alternativas operacionais e regulatórias capazes de viabilizar uma cooperação que, segundo o texto, deve basear-se em “solidariedade, soberania e responsabilidade social”.
Além da carta, o Sindicato dos Petroleiros do Rio de Janeiro (Sindipetro-RJ) convocou um protesto para a próxima quinta-feira (26), no centro da capital fluminense, com apoio de outras centrais sindicais. O objetivo é pressionar o Palácio do Planalto a liberar o combustível. De acordo com o sindicato, “as necessidades anuais de petróleo de Cuba somam menos do que uma semana de produção da Petrobras”.
A demanda dos petroleiros ocorre após a captura do líder venezuelano Nicolás Maduro pelos Estados Unidos, em janeiro, episódio que interrompeu o fornecimento de petróleo venezuelano a Cuba. Desde então, a ilha caribenha vem tendo dificuldades para obter derivados. O governo do ex-presidente norte-americano Donald Trump também advertiu que poderá impor sanções a países que socorrerem Havana, alegando ameaça à segurança dos EUA.
Até o momento, o governo Lula e a Petrobras não comentaram publicamente os pedidos das entidades sindicais.
Com informações de Gazeta do Povo