Rio de Janeiro, 30 de dezembro de 2025 – Um navio petroleiro alvo de sanções dos Estados Unidos decidiu pintar a bandeira da Rússia no casco numa tentativa de despistar forças norte-americanas que o perseguem desde 21 de dezembro, revelaram fontes do governo dos EUA ao jornal The New York Times.
Identificado como Bella 1, o petroleiro navegava pelo oceano Atlântico após escapar de uma tentativa de abordagem da Guarda Costeira dos EUA no mar do Caribe, quando se dirigia à Venezuela para carregar petróleo. Segundo os interlocutores ouvidos pelo Times, a tripulação recorreu à bandeira russa para fazer o navio parecer registrado em Moscou e, assim, dificultar uma eventual apreensão.
Autoridades americanas afirmam que o Bella 1 integra a chamada “frota fantasma”, empregada por Irã, Rússia e Venezuela para contornar restrições internacionais e manter a exportação de petróleo. O navio está sob sanções de Washington desde o ano passado por transportar petróleo iraniano, atividade que, de acordo com o governo dos EUA, financia grupos terroristas.
Intercepção frustrada
A Guarda Costeira tentou abordar o petroleiro após constatar que a embarcação não exibia bandeira nacional válida, requisito previsto no direito marítimo internacional para inspeção. O Bella 1, entretanto, ignorou as ordens de parada e manteve o curso, atitude considerada atípica para um navio civil.
Relatórios indicam que o transponder de localização da embarcação foi desligado em 17 de dezembro, impedindo rastreamento público. Imagens de satélite captadas depois disso mostram mudanças de rota: o petroleiro teria deixado o Mediterrâneo e seguido rumo ao Atlântico Norte, possivelmente em direção à região da Groenlândia ou da Islândia.
Aperto no Caribe
Nas últimas semanas, Washington intensificou operações navais no Caribe para pressionar o governo de Nicolás Maduro, cuja principal fonte de receita é o petróleo. Duas outras embarcações sancionadas foram apreendidas recentemente, e o presidente Donald Trump anunciou um bloqueio total à entrada e saída de petroleiros penalizados que operem com a Venezuela.
Até o momento, não há confirmação oficial sobre a localização atual do Bella 1, que segue sem transmitir sinais de rastreamento.
Com informações de Gazeta do Povo