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Pequim diz que reunificação com Taiwan é “imparável” e avisa que reagirá a qualquer interferência

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A China afirmou nesta quarta-feira (31/12/2025) que a reunificação com Taiwan é uma “tendência histórica imparável” e advertiu que qualquer tentativa de independência será enfrentada com “contramedidas firmes”.

O recado foi dado pela porta-voz Zhang Han, do Escritório de Assuntos de Taiwan do Conselho de Estado, durante coletiva de imprensa em Pequim, um dia após o fim da operação militar em grande escala Missão Justiça-2025 ao redor da ilha autônoma.

Ameaça às forças pró-independência

Zhang classificou os exercícios como “advertência severa” às autoridades do Partido Democrático Progressista (PDP), que governa Taiwan, e às “forças externas” — referência a Estados Unidos e Japão — acusadas de apoiar a independência. “Qualquer forma de atividade separatista jamais será tolerada”, declarou.

A porta-voz acrescentou que tentativas estrangeiras de interferir “inevitavelmente se depararão” com a resposta do Exército Popular de Libertação (EPL). “Ninguém deve subestimar a firme determinação, a vontade inabalável e a sólida capacidade da China de salvaguardar sua soberania e integridade territorial”, afirmou.

Detalhes da Missão Justiça-2025

Segundo o Ministério da Defesa de Taiwan, a operação de dois dias mobilizou 207 aeronaves, 31 navios de guerra e 16 embarcações da Guarda Costeira. Tomaram parte unidades do exército, marinha, força aérea e força de foguetes chinesas.

Em artigo publicado após as manobras, a agência estatal Xinhua destacou três pontos principais:

  • as ações começaram imediatamente, evidenciando a capacidade do EPL de converter treinamento de paz em operações de guerra;
  • todas as instalações energéticas, portos estratégicos e bases militares de Taiwan estariam dentro do alcance do poder de fogo chinês;
  • o cerco por norte, sul e leste, com sete zonas aéreas e marítimas delimitadas — mais do que em exercícios anteriores —, ilustra a pressão crescente sobre a ilha e a intenção de bloquear apoio externo.

O professor Zhang Chi, da Universidade Nacional de Defesa da China, observou que o EPL “exerceu plenamente” o controle aéreo e marítimo de áreas-chave e realizou “ataques de longo alcance e alta precisão” contra alvos simulados.

Contexto internacional

As manobras ocorreram 11 dias depois de Washington aprovar um pacote de venda de armas a Taiwan avaliado em US$ 11 bilhões, o maior já autorizado pelos Estados Unidos à ilha.

No encerramento da coletiva, Zhang reiterou que Pequim “continuará tomando as medidas necessárias” para proteger a soberania nacional e promover a reunificação, mantendo aberta a possibilidade de ação militar contra movimentos separatistas.

Com informações de Gazeta do Povo