Pequim, 24 de fevereiro de 2026 – Poucos dias depois de o governo de Donald Trump sofrer um revés na Suprema Corte dos Estados Unidos, o Ministério do Comércio da China pediu que Washington suspenda imediatamente as tarifas “unilaterais” aplicadas a seus parceiros comerciais.
Em comunicado divulgado nesta terça-feira (24), a pasta chinesa solicitou que a administração republicana “cancele e se abstenha de impor tarifas unilaterais”, argumentando que “a cooperação beneficia ambas as partes, enquanto o confronto prejudica ambas”. O texto também manifesta disposição para “consultas francas” em uma sexta rodada de negociações econômicas e comerciais com os EUA.
Decisão judicial altera cobrança americana
A nota foi publicada após o Serviço de Alfândega dos EUA interromper a cobrança de tarifas adicionais fixadas com base na Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional (IEEPA), em cumprimento à decisão da Suprema Corte. Em substituição, o órgão passou a aplicar uma sobretaxa de 10% sobre as importações amparada na Seção 122 da Lei de Comércio de 1974.
Impacto das medidas
Segundo o governo chinês, as tarifas extras impostas anteriormente por Washington compreendiam 10% vinculados ao fentanil e 34% de “tarifas recíprocas”, das quais 24% foram suspensas. Isso manteve o acréscimo efetivo sobre produtos chineses em 20%.
Pequim informou que continuará “avaliando de forma abrangente” as ações norte-americanas e decidirá “no momento oportuno” se ajustará as contramedidas já adotadas.
Repercussão internacional
Após o revés judicial do governo Trump, diversos países optaram por cautela, analisando possíveis respostas caso a Casa Branca amplie sua agenda tarifária. No domingo (22), o representante comercial dos EUA, Jamieson Greer, assegurou que os acordos comerciais firmados com a China, a União Europeia e outros parceiros permanecem em vigor, apesar da decisão da Suprema Corte.
As autoridades chinesas reiteraram que mantêm abertas todas as opções e enfatizaram a importância do diálogo para evitar novos impactos sobre o comércio bilateral.
Com informações de Gazeta do Povo