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Pentágono mantém 50 mil militares de prontidão para operação terrestre limitada no Irã

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Washington, 29 de março de 2026 – Comandantes das Forças Armadas dos Estados Unidos colocaram em alerta as tropas já destacadas no Oriente Médio para uma possível incursão terrestre no Irã nas próximas semanas, informou o jornal Washington Post.

Segundo a publicação, o plano não contempla invasão em larga escala, mas ações pontuais conduzidas por unidades de operações especiais e infantaria convencional. Um dos alvos estudados é a ilha de Kharg, centro de distribuição de petróleo iraniano no Golfo Pérsico. Também estão em análise avanços em pontos próximos ao Estreito de Ormuz para localizar e destruir bases de mísseis que ameacem a navegação comercial.

Reação iraniana

O presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, acusou Washington de enviar sinais contraditórios. “Publicamente, o inimigo fala em negociação, mas secretamente prepara uma ofensiva terrestre”, declarou em nota oficial.

Ceticismo sobre captura de ilha

Especialistas ouvidos pelo diário norte-americano consideram a tomada de Kharg arriscada. Michael Eisenstadt, diretor de Estudos Militares do Instituto de Washington para Política do Oriente Próximo, afirmou que a posição é vulnerável a drones e artilharia iranianos. Para ele, seria mais prudente neutralizar instalações militares costeiras que ameacem navios civis e militares.

Contradições em Washington

Os EUA mantêm cerca de 50 mil soldados na região — bem menos que os 250 mil empregados na invasão do Iraque em 2003. Nos últimos dias, a Casa Branca alternou recados de busca por acordo com ameaças de “escalada total” caso Teerã não abandone ambições nucleares. A porta-voz Karoline Leavitt afirmou que o presidente Donald Trump “está preparado para desencadear o inferno” se o Irã continuar hostil aos EUA e aliados.

Apesar da retórica, Trump declarou em 20 de março que não pretende enviar tropas. “Se fosse, eu não diria a vocês, mas não vou botar soldados em nenhum lugar”, disse. Já o secretário de Estado, Marco Rubio, assegurou que os objetivos americanos podem ser atingidos sem forças terrestres.

Questionada sobre os preparativos, Leavitt respondeu que “cabe ao Pentágono garantir máxima flexibilidade ao Comandante-em-Chefe”, sem confirmar decisão definitiva.

Opinião pública contrária

Levantamento da Associated Press em parceria com a Universidade de Chicago indica resistência interna ao uso de tropas: 62% dos entrevistados se dizem fortemente contra o envio de militares para solo iraniano; apenas 12% apoiam. Ataques aéreos contam com aprovação de 33%, enquanto 39% se opõem.

A mobilização permanece sob avaliação da Casa Branca, e não há prazo anunciado para eventual ordem de avanço.

Com informações de Gazeta do Povo