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Papa e chefes de Estado saúdam trégua de duas semanas entre EUA e Irã

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Autoridades de vários países elogiaram o cessar-fogo de 14 dias anunciado na noite de terça-feira (7) pelos Estados Unidos e pelo Irã, interrompendo temporariamente o conflito iniciado em 28 de fevereiro.

No Vaticano, na manhã desta quarta-feira (8), o papa Leão XIV disse que “apenas o retorno às negociações pode encerrar a guerra” e conclamou os fiéis a rezarem para que a janela diplomática leve à solução de outras crises ao redor do mundo.

Reações na Europa

O presidente da França, Emmanuel Macron, afirmou na rede X que a trégua “é muito positiva” e reforçou que Paris tem buscado, desde o início dos combates, proteger cidadãos, apoiar parceiros regionais e restabelecer a liberdade de navegação no Estreito de Ormuz – corredor estratégico que fora bloqueado por Teerã e será reaberto durante a pausa.

Pelo mesmo canal, o primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, classificou o cessar-fogo como “um alívio para a região e para o mundo” e defendeu esforços conjuntos para transformá-lo em acordo permanente.

Em comunicado, o chanceler alemão, Friedrich Merz, agradeceu ao Paquistão pela mediação e destacou que um fim definitivo “só poderá ser alcançado pela via diplomática”.

Posicionamento da China

A porta-voz da chancelaria chinesa, Mao Ning, declarou que Pequim “acolhe” o entendimento e continuará a atuar “de forma construtiva” pela paz no Oriente Médio. Ela evitou, porém, confirmar se a China assumirá o papel de garantidora de segurança solicitado pelo embaixador iraniano.

Washington e Teerã

Em publicação na Truth Social, o presidente norte-americano, Donald Trump, justificou a decisão dizendo que “todos os objetivos militares foram cumpridos e superados” e que as partes estão avançadas na negociação de “paz de longo prazo” com o Irã e para todo o Oriente Médio.

O governo iraniano informou que suas Forças Armadas coordenarão a reabertura do Estreito de Ormuz durante a trégua e que será cobrada tarifa de passagem dos navios que utilizarem a rota nesse período.

Com informações de Gazeta do Povo