Cidade do Vaticano – Durante a oração do Angelus deste domingo, 1º de março de 2026, o papa Leão XIV fez um apelo urgente para que os países envolvidos na atual crise no Oriente Médio e no Irã “contenham a espiral de violência antes que ela se transforme em um turbilhão irreparável”. Falando da janela do Palácio Apostólico, o pontífice destacou que “a estabilidade e a paz não se constroem com ameaças recíprocas nem com armas que semeiam destruição, dor e morte”.
Diante de milhares de fiéis reunidos na Praça de São Pedro, Leão XIV pediu que as nações adotem a “responsabilidade moral” de interromper a escalada bélica e defendeu que a solução passe por “um diálogo razoável, autêntico e responsável”. O papa também exortou a comunidade internacional a permitir que a diplomacia “assuma seu papel” e conclamou orações pela paz na região.
Conflito se intensifica após morte de Khamenei
O apelo do pontífice ocorre um dia depois do ataque conduzido por Estados Unidos e Israel que resultou na morte do aiatolá Ali Khamenei, líder supremo do Irã havia 36 anos. Em Teerã, o secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional, Ali Larijani, afirmou que o país responderá com uma contundência “nunca antes experimentada”.
Em Washington, o presidente Donald Trump advertiu que os EUA retaliarão “com uma força nunca antes vista” caso o Irã cumpra a promessa de vingança. Já a Guarda Revolucionária Islâmica (CGRI) anunciou ofensivas contra 27 bases militares norte-americanas no Oriente Médio e contra alvos em Israel.
Além desses ataques, o Irã atingiu Emirados Árabes Unidos, Catar, Bahrein, Kuwait e a região do Curdistão iraquiano — todos aliados dos Estados Unidos que abrigam bases militares norte-americanas.
Após a morte de Khamenei, foi instituído um conselho interino para chefiar o país de forma temporária. O grupo é formado pelo presidente Masud Pezeshkian, pelo aiatolá Alireza Arafi e pelo chefe do Poder Judiciário, Gholamhossein Mohseni Ejei.
Com informações de Gazeta do Povo