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Leão XIV classifica aborto como principal ameaça à paz e pede diálogo na crise EUA-Cuba

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Em pronunciamentos realizados no Vaticano neste fim de semana, o papa Leão XIV condenou o aborto, qualificando-o como “o maior destruidor da paz”, e expressou preocupação com o aumento das tensões entre Estados Unidos e Cuba.

Sábado: defesa da vida

No sábado (31), durante audiência com participantes de um encontro humanitário, o pontífice retomou palavras de Santa Teresa de Calcutá para afirmar que não se pode falar em paz verdadeira enquanto a sociedade “elimina os mais vulneráveis” e normaliza a exclusão de quem ainda não nasceu.

Leão XIV advertiu que a humanidade “trava guerra contra si mesma” ao descartar os frágeis, ignorar os pobres e manter indiferença diante do sofrimento de refugiados e povos oprimidos. O papa declarou que nenhuma política pública é legítima se nega o direito à vida ou se omite no amparo material e espiritual às mulheres em situação de dificuldade. Ele também criticou o uso de recursos estatais para custear abortos, defendendo que essas verbas sejam direcionadas à proteção da vida desde a concepção.

Domingo: alerta sobre Washington e Havana

No domingo (1º), o líder da Igreja Católica voltou-se ao cenário geopolítico e demonstrou “grande preocupação” com a escalada de atritos entre Washington e Havana. O governo norte-americano ameaçou impor sanções mais severas, inclusive no setor energético, após recentes movimentações envolvendo aliados do regime cubano.

Sem relativizar o caráter autoritário do governo da ilha, Leão XIV ressaltou que medidas políticas e econômicas costumam recair principalmente sobre a população civil, já afetada por crises sucessivas. Alinhado aos bispos cubanos, o papa fez um apelo para que as lideranças internacionais optem pelo diálogo e evitem ações que ampliem o sofrimento do povo de Cuba.

O pontífice disse que a paz exige “responsabilidade, prudência e disposição real para a negociação”, sobretudo entre países vizinhos marcados por rivalidades ideológicas. Ele manifestou ainda a esperança de que eventos como os Jogos Olímpicos de Inverno de Milão-Cortina sirvam de oportunidade para gestos concretos de distensão, evocando o espírito da trégua olímpica.

Com informações de Gazeta do Povo