Brasília, 2 abr. 2026 – Mais de 40 nações concordaram nesta quinta-feira (2) em estudar a aplicação de sanções econômicas ao Irã caso o país mantenha fechado o Estreito de Ormuz, corredor por onde circula cerca de 20% do petróleo mundial. A decisão foi anunciada em comunicado após reunião virtual convocada pelo Reino Unido.
O encontro foi conduzido pela ministra das Relações Exteriores britânica, Yvette Cooper. Segundo a nota, os governos participantes rejeitaram qualquer cobrança de pedágio a embarcações que transitam pela passagem estratégica e prometeram “garantir a liberdade de navegação e reabrir a rota”.
Teerã restringe o tráfego no estreito desde 28 de fevereiro, quando Estados Unidos e Israel iniciaram uma ofensiva contra alvos iranianos. Em resposta, o Irã passou a atacar navios no Golfo Pérsico.
Projeto no Parlamento iraniano
Na última terça-feira (31), a Comissão de Segurança Nacional do Parlamento iraniano aprovou projeto de lei que impõe pedágios às embarcações que cruzarem Ormuz e proíbe o trânsito de navios norte-americanos e israelenses. A agência estatal Tasnim informou que a taxa pode chegar a US$ 2 milhões por navio ou ser calculada conforme a carga, nos moldes do Canal de Suez.
Apoio da Organização Marítima Internacional
Os países também se comprometeram a cooperar com a Organização Marítima Internacional (OMI) para libertar cerca de 2.000 navios e 20.000 marinheiros retidos na região desde o início do conflito. O secretário-geral da OMI, Arsenio Domínguez, pediu ações “práticas e neutras” e alertou contra respostas isoladas ao impasse.
A declaração conjunta classificou o Estreito de Ormuz como “um dos corredores marítimos mais importantes do mundo”, vital para o transporte de fertilizantes destinados à África e de hidrocarbonetos que abastecem residências, a aviação e o comércio global.
Os signatários avaliarão “medidas econômicas e políticas coordenadas, como sanções”, caso o bloqueio persista, conclui o documento.
Com informações de Gazeta do Povo